Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Carta dirigida ao Senhor Primeiro-ministro sobre a Revisão do PDM da Moita, 9 Julho '08... Ver também Anexo único à parte, nesta data


Excelentíssimo Senhor Primeiro-ministro José Sócrates

Governo da República

Lisboa

Ass.: Revisão[1] do Plano Director Municipal da Moita (PDM) e Projecto de novo PDM da Moita. Assunto muito urgente[2].

Excelentíssimo Senhor Primeiro-ministro,

Somos Cidadãs e Cidadãos muito preocupados com o bom ou o mau governo da nossa terra, o concelho da Moita do Ribatejo.

Porém, temos perfeita consciência do facto normal de o Governo nada poder nem dever fazer sobre opções de mérito nem sobre opções de política no que a uma Câmara Municipal diz respeito.

Por isso, escrevemos-lhe hoje esta carta, Senhor Primeiro-ministro, sobretudo[3] consternados com as matérias relacionadas com o respeito ou mais propriamente com a violação flagrantíssima da lei[4] no quadro da Revisão do Plano Director Municipal da Moita (PDM) e do surgimento do Projecto de novo PDM da Moita.

Sem esquecermos que em todo este processo, a Administração directa do Estado[5] tem desempenhado um papel tristíssimo, de demissão, desinteresse e patrocínio cego das piores violações da lei[6].

1. Pedimo-vos que aceitem conhecer[7] esta grave problemática e actuar de modo claro e urgentíssimo

E dirigimo-nos a si, Senhor Primeiro-ministro, e ao Governo, enquanto órgão de condução da política geral do país, pedindo-vos que aceitem conhecer esta grave problemática e actuar de modo claro e muito urgente,

  1. no sentido de emendarem rapidamente a mão às graves actuações de pouco ou nenhum ou muito duvidoso mérito, e de violação da lei ou fraca e incompetente defesa do interesse público[8], da responsabilidade da Comissão Coordenadora de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) e da Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional (CN-REN)[9],
  2. assim como no sentido de exercerem a vossa tutela administrativa de verificação do cumprimento da lei[10], e neste caso da violação flagrante da lei por parte da Câmara Municipal da Moita (CMM)[11], travando precisamente essas suas actuações ilegais em torno do processo de Revisão e da ultimação do Projecto de novo PDM da Moita.

Com efeito, e cf. Anexo sob o título PDM no Boletim Municipal nr 47_Jun_08 da CM Moita”, pode ler-se que a 11 de Junho último, a CMM[12] procedeu em Reunião Pública Extraordinária à aprovação da versão final[13] do novo PDM.

Mais grave.

É notícia oficiosa hoje na Moita que a Assembleia Municipal se prepara para reunir em Sessão Extraordinária a 17 Julho de 2008, com a aprovação final do Projecto de PDM na ordem do dia.

E isso, caso viesse a acontecer, será ou seria o triunfo dos fora-da-lei e o triunfo dos violadores dos mais elementares princípios constitucionais da igualdade, da proporcionalidade, da justiça, da imparcialidade e da boa fé.

2. Moita, terra com a revisão de um PDM com a maior carga de ilegalidades de toda a História recente de Portugal

Ora acontece que na Moita, ao longo destes últimos anos, são muitos os cidadãos e as cidadãs que consideram que o novo PDM proposto pela maioria política da CMM encerra, de entre outros vícios e defeitos graves,

  1. um monte de erros de palmatória em termos de planeamento,
  2. um crime ambiental grave e irrecuperável,
  3. uma imposição arbitrária de medidas opressivas contra a população e própria da ditadura,
  4. uma violação inconstitucional do princípio da imparcialidade devida pela Administração na gestão da coisa pública,
  5. e um saco cheio de práticas obscuras e nada transparentes de má, de péssima governação.

2. 1. A ajuda prestada pela pior e mais injusta lei dos solos e das mais-valias urbanísticas

Tudo à pala da utilização máxima da pior e mais injusta lei dos solos e das mais-valias urbanísticas e do pior desordenamento do território[14] da história contemporânea de Portugal, políticas erradas essas que são usadas e abusadas aqui na Moita até ao tutano por gente com o emblema do Partido Comunista ao peito, que em teoria e noutros lugares se lhes opõem, mas que na prática delas à tripa forra aqui entre nós se aproveitam[15].

2. 2. Demissão da Administração Pública do seu dever de prossecução do interesse público

O processo de revisão do PDM e o novo Projecto de PDM da Moita acarretam igualmente vícios e actuações gravíssimas de demissão da Administração Pública do seu dever de prossecução do interesse público, no respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos, para além de se traduzir na prática numa extraordinária lição sobre ética, transparência e democracia, ou falta delas.

Pior exemplo de mau governo não pode haver, salvo em tempo e em lugares de ditadura.

Sublinhamos com ênfase:

Sim.

Pior exemplo não pode de facto haver de governo mais fora-da-lei e de Administração Pública de gente menos imparcial nem mais inapta e indolente, mais preguiçosa e/ou comprometida com interesses obscuros indisfarçados[16].

2. 3. A CMM não visou a prossecução do interesse público. E a Administração do Estado deu a isso o seu “Amén!” de modo cego, surdo e mudo

É entre nós voz corrente o facto de a direcção política da CMM não ter visado a prossecução do interesse público, no respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos, ao longo do processo de Revisão do Plano Director Municipal da Moita (PDM), como era seu dever à luz do determinado pelo nº1 do Artº266 da Constituição da República Portuguesa (CRP).

E de tampouco o terem visado no desempenho das suas missões de controlo nem a CN-REN, nem a CCDR-LVT.

Em matéria de solo rural, de Reserva Agrícola Nacional (RAN) e de Reserva Ecológica Nacional (REN), a Revisão do PDM e o surgimento do Projecto de novo PDM da Moita são de facto o exemplo maior da mais despudorada violação da lei e do interesse público, por parte da CMM, e com o alto patrocínio da CCDR-LVT e da CN-REN[17].

2. 4. A CMM não actuou com respeito pelo princípio da imparcialidade no exercício das suas funções. E a Administração do Estado deu a isso o seu “Amén!” de modo cego, surdo e mudo

É entre nós voz igualmente corrente o facto de a direcção política da CMM de não ter actuado com respeito pelo princípio da imparcialidade na aplicação da lei no exercício das suas funções, ao longo do processo de Revisão do PDM da Moita, como era seu dever à luz do determinado pelo nº2 do Artº266 da CRP[18], bem como pelo nº6 do Código do Procedimento Administrativo (CPA)[19].

E de tampouco o terem respeitado no desempenho das suas missões de controlo nem a CN-REN, nem a CCDR-LVT.

Em matéria de tratamento dos cidadãos com 2 pesos e 2 medidas face à mesma lei, em condições em tudo similares (salvo no poder económico e de ‘lobby’ do cidadão A[20] e do cidadão B[21]), a Revisão do PDM e o surgimento do Projecto de novo PDM da Moita são de facto o exemplo maior da mais despudorada violação do dever legal e constitucional de respeito pelo princípio da imparcialidade, por parte da CMM, e com o alto patrocínio da CCDR-LVT e da CN-REN.

3. Uma situação inenarrável, sem palavras

Com efeito, a questão do PDM da Moita pode resumir-se em 100 palavras[22]:

O Processo de Revisão do PDM e o Projecto de novo PDM da Moita compreendem aparentes violações da Lei, uma amálgama pantanosa de situações obscuras e uma sucessão vasta e sistemática de más práticas de governação.

A Moita merece ser um caso de estudo da vida em democracia e da transparência, ou da falta delas.

Sem palavras, inenarrável.

Resumindo em 100 palavras a situação, existem na Moita 2 regimes políticos e verificam-se 2 revisões do PDM, onde os grandes perdedores são o Concelho, os Munícipes, a ética e a transparência, e onde sai gravemente ferida a legalidade e a democracia.

4. 1. O Projecto de novo PDM para a Moita tem traços distintivos maiores:

Para quem conhece mal a nossa realidade e esta questão, a coisa fez-se assim:

  1. Tripudia sobre a Lei e contra a Lei e os Cidadãos,
  2. Escarnece na cara dos altos funcionários do aparelho de estado e dos representantes dos órgãos de coordenação e de governo regional e central,
  3. Ofende os interesses legítimos e as justas preocupações de quase todos os Munícipes da Moita, nomeadamente em termos de
    1. errada política dos solos,
    2. pior desordenamento do território concelhio
    3. e transferência de escandalosas mais-valias urbanísticas para meia dúzia de felizes contemplados com o Euromilhões do PDM da Moita,
  4. Vota ao abandono o miolo urbano das localidades do Concelho, com zonas centrais envelhecidas, desertificadas, abandonadas, ao ponto de perdurarem em 2007 no Concelho da Moita algumas das localidades originariamente mais belas mas hoje mais degradadas em termos urbanísticos, no nosso País,
  5. Ofende por último os direitos das pessoas dos campos particularmente do Sul do Município, e de outras zonas rurais da Moita, garroteando desnecessária e ditatorialmente as suas terras de cultivo hortofrutícola e de cereal, as suas explorações pecuárias e as suas áreas de habitação construídas dentro da lei.

4. 2. Tudo isso aconteceu com um só fito:

O fim foi claro.

Visou-se passar quase 400 hectares de Solo Rural em REN e em RAN para novo Solo Urbano sem REN e sem RAN[23], com novas zonas urbanizáveis para mais e mais Fogos e novos Parques Empresariais.

4. 3. Ao serviço de meia dúzia de grandes eleitos:

O Projecto de novo PDM para a Moita serve os interesses de meia dúzia de grandes especuladores imobiliários que durante estes 12 anos de Processo de Revisão do PDM actuaram do modo seguinte:

  1. com uma mão compraram de véspera Solo Rural em REN e RAN*,
  2. com a outra mão assinaram no dia seguinte Protocolos com a Câmara para a reclassificação de tais solos como urbanizáveis[24], e
  3. com as duas mãos foram a correr levantar dinheiro na Banca[25] sobre a hipoteca desses tais terrenos, já “valorizados” com uma carimbadela e uma assinatura no sítio certo, e
  4. generosamente também com ambas as mãos distribuíram migalhas por vezes bem visíveis e reais a certos dos seus ajudantes estrategicamente bem colocados na Administração Pública[26]

5. Os álibis da coisa. Parte I: o embuste inicial

Inicialmente, funcionou o seguinte esquema de justificação para papalvos e para a Administração Pública:

Essas manobras foram sendo encapotadas sob o manto alegadamente nobre e credível do alargamento da REN em dobro a novas áreas do Sul do Município, alegadamente compensadores da perda em singelo nas áreas de desclassificação e desanexação programadas.

Iludindo assim quem adora ser iludido, com a tese peregrina e fraudulenta assente em 2 patranhas, qual delas a mais despudorada e evidente:

1. A falácia do ganho ambiental supostamente vistoso, se bem que de facto nulo, nas novas áreas protegidas, mas já antes ecologicamente defendidas;

2. O embuste da perda ambiental alegadamente desprezível, apesar de comprovadamente máxima, nas terras assim abruptamente desguarnecidas.

5. 1. Um saldo contabilístico ambiental desastroso

No saldo contabilístico do deve e do haver da protecção ambiental das terras do Concelho da Moita, na balança da salvaguarda da sua permeabilidade e do seu equilíbrio ecológico, tudo a Moita perde quando desaparece a REN e a RAN e os Solos Rurais em cerca de 400 hectares do Solo do Município, e nada a Moita ganha quando se alarga a REN a áreas já antes ambientalmente protegidas com Lei adequada e suficiente.

Compreenda-se bem. O Projecto de novo PDM prevê o crescimento de novas zonas, antes rurais e em RAN e REN, com mais uns milhares de casas e mais umas dezenas de parques industriais novinhos em folha.

Mas serão essas novidades um sinal de progresso e desenvolvimento do Concelho?

Negativo.

Mais zonas habitacionais devem corresponder de facto ao prévio e sustentado crescimento da população. Assim do tipo, mais gente primeiro gera a necessidade de mais casas depois, é óbvio.

Agora, ao contrário, não consta que mais casas façam nascer mais bebés e provoquem um aumento real e sustentado da população. É tolice pura pensar assim. Para mais quando a nossa relação de casas por habitante já é altíssima, prevendo o PDM novo da Moita cerca de 20 mil novos fogos, em cima dos cerca de 35 mil já existentes, para uma população de cerca de 60 mil habitantes no Concelho. Por esse andar, se fossem todas essas casas habitadas, não mais mulher alguma habitaria com seu marido, nem filho criança viveria com os seus pais, e mesmo assim ainda iriam sobrar casas por ocupar.

Além disso, cada 1000 novos fogos entrados no mercado, por construção nova e com preços especulativos sempre upa-upa, correm o risco sério de serem quase 1000 novas casas desocupadas em novos bairros desertos, sem gente, para além de arrombarem dramaticamente com os preços dos imóveis já existentes, menos recentes, que tendem a ver o seu preço relativo de mercado baixar aceleradamente e a pique. É a lei da oferta e da procura: com a mesma população estabilizada, e com novos e mais fogos, a entrarem no mercado a velocidade acelerada e a preços crescentes, logo ter-se-á os fogos anteriormente existentes cada vez menos valorizados.

Quanto aos novos e cada vez mais omnipresentes parques industriais, a situação é semelhante.

Apesar de os respectivos solos serem comprados a tostão pelos novos especuladores aos antigos donos das terras, com a ajuda da mãozinha amiga do poder político e da Administração Pública, são depois esses parques industriais colocados no mercado a preço de milhão, e ficam às moscas, sem empresas que lá se possam instalar.

Salvo novos hipermercados por aí nascidos aos molhos, óptimos para arrombarem com o comércio tradicional e os centros das localidades.

É ver de alto a baixo o que se passa no Concelho. Tudo isto é aliás antieconómico, mais parece ser tão só lavagem de milhões fáceis à moda napolitana.

Mas no final, são o solo rural e as zonas ambientalmente protegidas que desaparecem, e o betão e as novas áreas urbanas que pululam como cogumelos, ao ponto de se recear que dentro de gerações, só à força da implosão à bomba de tanto betão se poderá de novo vir a ter algum solo permeável para uso e desfruto das novas gerações.

5. 2. O embuste era esperto, e enganou ou parece ter enganado algumas gentes, incluindo na Administração Pública.

Com efeito, essa questão da Reserva Ecológica, que no fim de contas desaparece por mão amiga num lado em 400 e tantos hectares em certas zonas, mas reaparece de novo com mão pesada em mais 900 novos hectares noutras áreas, é coisa que até pode parecer um ganho e uma mais-valia ecológica para o Concelho.

Se afinal a REN cresce para o dobro…

Puro embuste.

Parece que a REN cresce. Lá isso parece.

Mas muitas vezes, e aqui também, o que parece não é. É só fumaça para ludibriar a Comissão Nacional da REN[27], composta por pessoas que até parece adorarem ser enganadas, de tão trouxas (politicamente falando), ou indolentes (parece não estudarem os dossiers) que aparentam ser.

Piores cenários, por decoro, não temos querido imaginar.

5. 3. Veja-se com atenção:

5. 3. 1. Imagine-se o sítio A.

Ele é caracterizado por ser de mata e/ou montado, sem gente, nem casas, nem estradas, nem gado nem agricultura, acaba-se com a REN e fazem-se centenas e mesmo milhares de novas casinhas. Ou alguns novos parques industriais, à mistura com muito alcatrão e ainda mais betão. Com o “Amén” da CN da REN, que assim actua como Comissão Liquidatária da REN e não como sua Comissão de Defesa.

Aí, a perda é total em termos de solo permeável, em termos de recarga dos aquíferos, em termos de solo rural e ecologicamente protegido, que deixa de o ser… poff, já era. Logo, o saldo ambiental vira negativo. Centenas de hectares são lançados na coluna a vermelho, perdidos. A perda ecológica pura é real.

5. 3. 2. Tomemos agora outro sítio, a zona B.

Coloca-se aí por artes mágicas administrativas a REN retirada do sítio A. Mas…em B já o solo é e sempre foi rural, logo terra permeabilizada. Por isso, o ganho ambiental é nulo, não acrescenta nada em termos de recarga dos aquíferos. Depois, a zona B pulula de vida, auto-estrada e estradas de alto a baixo, vários núcleos urbanos, centenas de casas e centenas de famílias, milhares de cabeças de gado, vastas áreas de culturas agrícolas intensivas, onde há gerações que a mata e o coberto vegetal virgem desapareceram, etc e tal. Novamente com o “Amén” da CN da REN, que assim actua como Comissão de Brincar à REN e não como sua Comissão de Defesa. Aí, nessa terra, caso se passe a chamar-lhe REN por decreto, em termos de ditadura contra as pessoas OK, a coisa até pode funcionar. As pessoas sentirão de facto na pele e nos seus bens a referida ditadura e as restrições e menos-valias associadas. Mas em termos de ganho ambiental, a mais-valia ecológica será aí pura e simplesmente nula.

A nova REN a fingir nada de novo nem de bom traz a essa zona, em termos ambientais.

Como qualquer criancinha de tenra idade compreende, se de um lado tudo se perde, e do outro nada se ganha, o saldo ambiental final é… pura perda, perda total.

Só os malandrins, os especuladores financeiros do solo adquirido a tostão e com rendimento fabricado por decreto a milhão, mais os seus amigos no Poder e na Administração Pública, e os tolinhos[28], ou aqueles que assobiam para o lado e fingem que não vêem, é que não percebem ou fingem não perceber este deve e haver de desastre ambiental total, tão óbvias e tão elementares são as contas de fazer.

Assim, falar de aumento da REN (desaparecem na prática 400 hectares irrecuperáveis, e “crescem” no papel 900 novos hectares desnecessários e imprestáveis) é logro puro, é embuste reles. É trapaça para embrulhar golpes financeiros a montante, e disfarçar ditadura contra as gentes do campo a jusante.

6. Os álibis da coisa. Parte II: o embuste mais recente

Mais recentemente, juntaram-lhe novo logro, um verdadeiro “monte de erros de planeamento” que só engana quem quiser ser enganado.

Isso mesmo:

Uma burrada completa! A deslocação da REN de onde é retirada (e faz falta, sendo a sua perda irrecuperável), para a sua transplantação para zonas de puro arbítrio, puro erro, puro logro (onde falta não faz, e nada acrescenta, tirando tirania sobre as gentes do lugar).

O projecto de novo PDM da Moita tem efectivamente ainda como outras traves mestras alguns traços emblemáticos de planeamento, a saber, o esquecimento deliberado e sistemático do miolo desertificado, abandonado e envelhecido do interior das nossas localidades, de par com a expansão e o crescimento de novas áreas urbanas, implantadas em solo rural que deixa de o ser, em zonas de RAN[29] e REN[30] condenadas a mais e mais betão.

7. Tudo foi feito com um fito: tapar os olhos da Administração e enganar quem aceitar ser enganado.

Simultaneamente, desclassificam-se zonas de protecção ecológica, com mata, sem casas e sem gente nem agricultura, criando-se por oposição novas áreas de REN em cima de outras áreas concelhias noutros lugares pejadas de gente, de casas, de gado, de campos de horto-frutícolas, de estradas e auto-estradas, de núcleos urbanos, com uma vida humana e económica já muito consideráveis.

Se estas soluções fossem apresentadas como uma proposta de mestrado ou doutoramento numa qualquer Universidade a sério, redundavam de imediato num chumbo vergonhoso para os seus subscritores.

Aqui entre nós na Moita, contudo, acontecem na vida real e para além de cómicas, são trágicas.

Seriam para rir, se não fossem para chorar.

E trazem às escancaras água no bico.

Será que é mera burrice a direcção política da CMM propor uma nova Reserva Ecológica que a vingar seria única no mundo, prantada no alto da cabeça e em cima das casas e das hortas das pessoas, em zona de intenso tráfego viário e entrecortada de alto a baixo com bolsas e corredores de excepção, assim tipo REN branca e preta género fato às riscas, que não se sabe se é preto das riscas pretas, ou branco das riscas brancas?

Corremos o risco de ter na Moita uma REN única no mundo, que ora é, ora não é, de 100 em 100 metros começa e logo interrompe, merecedora de registo no Livro Guiness dos Recordes e vocacionada para ser alvo da gozação geral, tal a burrada e o disparate total em gestação.

Excelentíssimo Senhor Primeiro-ministro,

Em síntese, sobre a Revisão do PDM da Moita, temos então:

8. Um processo longo de 12 anos plenos de violações da lei e do interesse público.

Os momentos chave do processo de Revisão do PDM da Moita podem agrupar-se assim:

  1. O Boletim Municipal da CMM de Junho-Julho de 1996 deu o tiro de partida, e anunciou pela voz do Presidente da CMM da altura, José Luís Pereira, acompanhado do Vice-Presidente da época e Vereador do Urbanismo, João Lobo[31], o arranque do processo de Revisão do PDM da Moita;
  2. Sensivelmente desde essa data, e pelo menos até finais de 2003, importantes áreas de solo rural do Concelho, zonas de mata muitas delas, sistematicamente caracterizadas como zonas sem gente e abrangidas pela Reserva Agrícola Nacional (RAN) e pela Reserva Ecológica Nacional (REN), começaram a ser adquiridas por meia dúzia de grandes Empresas e grandes Investidores fundiários, em negócios muitas vezes realizados a tostão, devido à vocação só agrícola e por vezes só de reserva ecológica desses solos rurais.
  3. Simultaneamente, os novos Proprietários dessas áreas em solo rural, em RAN e em REN, iniciaram com a CMM todo um processo de colocação no papel, em forma de Protocolos assinados pela Câmara Municipal e por esses novos Proprietários, de uma série de acordos pelos quais a CMM prometia que esses seus territórios passariam em sede de Revisão do PDM de anterior solo rural para novo solo urbano, de áreas de anterior RAN e REN para áreas de nova expansão urbana residencial e industrial.
  4. Nesses Protocolos, que ganham corpo nomeadamente entre Setembro de 2000 e Dezembro de 2003, são protagonistas por um lado quem assina, o Presidente da CMM e os referidos Proprietários e Investidores, e por outro quem os prepara em termos jurídicos e urbanísticos. Alguns destes técnicos conseguem fazer o pleno estando simultânea ou sucessivamente em diversas posições altamente estratégicas.

a) Primeiro em cheio nos negócios jurídicos da compra dos terrenos e/ou na sua posterior programação urbanística, aí servindo os privados.

b) Segundo sendo assessores de topo da direcção política da CMM, aí servindo não se sabe bem nem o quê nem quem, mas seguramente não o interesse público nem a imparcialidade imposta à Administração na prossecução do interesse público e no respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos de todos os cidadãos em igualdade.

c) Terceiro beneficiando de favores ou atenções concedidos de forma tão generosa quanto às escâncaras pelos Proprietários e Investidores assim felizes e contentes, contemplados com os referidos Protocolos, e aí se servindo de novo finalmente.

  1. Firmados esses Protocolos, onde o objecto são as zonas de mata do Concelho da Moita, muitas delas sistematicamente caracterizadas como zonas de solo rural sem gente nem casa e abrangidas pela Reserva Agrícola Nacional (RAN) e pela Reserva Ecológica Nacional (REN), e o conteúdo é o negócio público-privado da sua retirada de solo rural, de RAN e de REN para a sua passagem a novo solo urbano sem RAN e sem REN, novos protagonistas entraram em cena. Com efeito, tem sido determinante a actuação aparentemente pouco ou nada firme e a vigilância pouco ou nada atenta em defesa da lei e do interesse público, por parte das instâncias da Administração Pública chamadas a pronunciar-se nos momentos seguintes àquelas concertações.

a) Primeiro, a Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional (CN-REN) aceitou de cruz[32] a amputação de cerca de 400 hectares de REN, assim desempenhando um papel mais próprio de comissão liquidatária que de comissão de defesa da REN.

b) Segundo, Comissão Coordenadora de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) tem aceite desempenhar um papel passivo e errante, apagado e sem chama de defesa, nem de coordenação nem de desenvolvimento, em todo o processo de Revisão do PDM da Moita[33].

c) Terceiro, a Inspecção-geral da Administração Local (IGAL) e a Procuradoria-geral da República (PGR), quer uma quer outra muito ausentes e distantes ao longo dos anos desta história e ambas com processos de investigação visíveis desde Junho e Novembro de 2007, parecem desligadas das gentes, das evidências, dos casos, da realidade[34]. Como trabalham em segredo, até pode ser que trabalhem muito e bem, mas até prova em contrário, o tempo passa e foge, e os frutos nada.

Perante um cenário destes, seria impensável o absurdo de pedirmos ao Governo que interviesse em questões de mérito, em matéria de opção política ou de governo da CMM.

A Constituição e a Lei, mais a razoabilidade e o bom senso, não no-lo aconselham nem permitem, e nesse erro não cai nenhum de nós.

9. O que pedimos ao Governo é bem simples, é diferente pelo contrário:

  1. Pedimos que o cumprimento da lei[35] seja verificado e pedimos que a Administração Pública defenda o interesse público[36],
  2. Pedimos que o Governo não incorra nem deixe que Órgãos do Estado incorram impune e vitoriosamente no vício inconstitucional do desrespeito pelo princípio da imparcialidade, na aplicação da mesma lei em condições similares e a diferentes Cidadãos, na base dos 2 pesos, e das 2 medidas.
  3. Em síntese, pedimos “apenas” que não se aplique no nosso tempo, na nossa terra, o velho princípio das ditaduras e dos regimes que não são estados de direito, o velho lema das 2 mãozinhas:

a) Mão leve e alçapões e outros buracos na malha legal para os ricos, espertos, influentes e poderosos

b) Mão pesada e punição própria da ditadura contra a inteligência, contra o ambiente e contra os Cidadãos economicamente mais fracos, e sem poder nem vontade de ‘lobby ’ para agirem contra a lei.

E pedindo apenas isso, julgamos não pedir nem muito, nem o indevido.

10. Desclassificação irrecuperável de solo rural em RAN e REN

Por causa do desrespeito dos seus deveres legais e constitucionais que lhes impõem dever guiar-se pela prossecução do interesse público, e lhes impõem dever abster-se de actuarem com desrespeito pelo princípio da imparcialidade, essas entidades da administração autónoma[37] e da administração directa[38] do Estado violaram na verdade a Lei e a Constituição, e preparam-se agora para confirmar ilegalmente a desclassificação irrecuperável e muito extensa e grave de largas centenas de hectares de solo rural e das matas de Reserva Agrícola Nacional (RAN) e REN concelhia, em favor da grande especulação dos solos no concelho da Moita, com o sacrifício do solo rural, das áreas de ambiente legalmente protegido e dos direitos e interesses de igualdade e de justiça constitucionalmente consagrados das populações rurais do sul da Moita.

11. Essas medidas parciais e ilegais podem e devem ser travadas

Por isso, devem essas entidades ser urgentemente travadas na sua actuação contra a lei, contra o ambiente, contra os direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos.

O Governo, enquanto órgão de condução da política geral do país, deve actuar de modo claro e urgente, e emendar a mão às graves actuações de pouco ou nenhum ou duvidoso mérito, e de violação da lei ou fraca e incompetente defesa do interesse público, da responsabilidade da CCDR-LVT e da CN-REN[39], assim como deve exercer a sua tutela administrativa de verificação do cumprimento da lei[40], e neste caso da violação flagrante da lei por parte da CMM, travando precisamente essas suas actuações ilegais em torno do processo de Revisão e da ultimação do Projecto de novo PDM da Moita.

Se o Governo assim não actuar, e caso o não faça de forma eficaz e atempada, os Cidadãos deverão recorrer a todo e qualquer procedimento legal e constitucionalmente previsto, em defesa da lei, do interesse público e dos seus direitos, liberdades e garantias e interesses legítimos.

Excelentíssimo Senhor Primeiro-ministro,

Fica cada um de nós, ficamos muitas cidadãs e muitos cidadãos de olhos postos na sua resposta, Senhor Primeiro-ministro, e na actuação do Governo e das instituições da República, estado de direito democrático, onde queremos crer viver.

Na expectativa das suas importantes notícias, agradecemos cordialmente.

Moita, 9 de Julho de 2008

As Cidadãs e os Cidadãos que assinam abaixo[41].

cidadão portador do B.I. nº: Nome legível/ Assinatura:

BI nº 1541958 Hilário da Piedade Joaquim

BI nº 2317335 Manuel Fernandes Marques

BI nº 2191065 António Manuel da Silva Ângelo

BI nº … Marcelino da Silva Nora

BI nº … Maria de Lurdes Sebastião

BI nº 12782590 Liliana Isabel M. C. Valente

BI nº … Manuel Fernando dos Santos Miguel

BI nº … Dorília Moreira da Silva

BI nº 13440768 Tânia Sofia de Matos Morais

BI nº 10203190 Joaquim Fernando da Silva Macedo

BI nº … Abel Máximo da Cunha

BI nº 138576 Américo da Silva Jorge

BI nº 4863787 Eduardo Bernardo Lourenço Rocha

BI nº 6017897 João Manuel de Carvalho Fernandes

BI nº 4650088 Fernando Alves de Almeida

BI nº 11295782 Milene M. Caldeira Nascimento

BI nº 12489940Ricardo Daniel Taborda Santana

BI nº 11558425 Ana Maria da Piedade Marques

BI nº 215555 Ermelinda Russo Marques Rolo

BI nº 215552 João Simões Piedade

BI nº ... Maria Ermelinda Rolo Piedade Marques

BI nº ... Artur Abreu do Estreitro

BI nº 7801997 Ermelinda Silva Leite Salvado

BI nº 6405683 Cândido Manuel Moreira Ribeiro

BI nº 4589003 Joaquim António Cardoso de Pina

BI nº 2198683 Manuel Miranda Miguel





[1] Revisão com arranque anunciado em Junho/Julho de 1996, quando o Presidente da CMM de então, José Luís Pereira, ladeado pelo Vice-Presidente da época, João Lobo, apresentaram nas páginas do Boletim Municipal da Moita o arranque da iniciativa; Discussão Pública entre 5 Julho e 4 Setembro de 2005; Fim à vista, ninguém o pode prever.

[2] É notícia oficiosa na Moita hoje, 9 de Julho, que a Assembleia Municipal se prepara para reunir em Sessão Extraordinária a 18 Julho de 2008, com a aprovação final do Projecto de PDM na ordem do dia.

[3] … nomeadamente, no que à CMM se refere

[5] CCDR-LVT e CN-REN

[7] Se necessário, saber mais vendo os ‘links’ no Anexo abaixo sob o título “Breve digesto sobre PDM Moita”

[8] Veja-se por exemplo Reunião à porta fechada de Altos Funcionários de um Organismo menor da Administração que “revogou” a Portaria 778/93 de 3 Set, gozando na cara dos Cidadãos, ou atente-se na burrada completa e no embuste político reles em que consiste a presente solução de “REN de 100 em 10 ms sim, de 100 em 100 ms não!” aprovada com o alto patrocínio da CCDR-LVT e da CN-REN, cf. abaixo.

[10] (CRP) Artº 242-1

[11] Salvo referência expressa em contrário, entende-se no presente documento que as decisões ou iniciativas da CMM são sempre apenas da sua maioria política (4 Vereadores com pelouros mais o Presidente), maioria essa que se apresenta como comunista e é apoiada pelo Partido Comunista e pelos Verdes, pois foi eleita nas Listas CDU (PCP/PEV). Isto é, por CMM, pelas suas decisões ou iniciativas, não se pretende aqui referir os Vereadores da oposição (2 PS, 1 PSD e 1 BE), que sempre nesta matéria do PDM têm sido alheios às decisões da CMM, sempre votando invariavelmente contra a referida maioria, e em defesa da Lei.

[12] A Câmara da Moita (CMM) dispõe de 9 Vereadores, incluindo o Presidente. A maioria CDU (PCP e Verdes) é composta por 5 Elementos: o Presidente (João Lobo) mais 4 Vereadores (Rui Garcia, Vice-Presidente, e Vivina Nunes, Carlos Santos e Miguel Canudo). Na CMM, a oposição conta com 4 Vereadores, todos sem pelouro, do PS (Vítor Cabral e José Guerra), do BE (Joaquim Raminhos) e do PSD (Luís Nascimento).

[13] Bem…esta é de facto a 4ª versão final do Projecto de novo PDM da Moita. Houve uma 1ª versão final aprovada no Outono de 2005, após a discussão pública desse verão de há 3 anos. A coisa correu mal, e essa 1ª final não valeu afinal grande coisa. Avançou-se para uma 2ª versão final, a 25 de Outubro de 2006, apresentada como “mesmo final”. Azar de novo, essa nova final tampouco não contou. Fez-se por isso uma 3ª aprovação final a 9 de Julho de 2007. Essa final era para ser mesmo final…mas, não o foi de novo. Fez-se agora a 11 de Junho de 2008 a 4ª versão final, que é apresentada como a derradeira final, até surgir a necessidade de uma 5ª, de uma 6º e de outras novas versões do PDM que serão finalmente mesmo as finais. Até às seguintes. Parece confuso? É, de facto é.

[15] Poderia depreender-se destas palavras que somos contra o Partido Comunista e contra os Verdes e a CDU, e a favor dos demais partidos da oposição concelhia. Errado. Embora seja natural que alguns de nós tenham simpatias ou preferências partidárias pelo Partido A, B ou C, e que outros de entre nós não as tenham de modo permanente nem às cegas por nenhum, é contudo um facto que em todo o “assunto PDM” sempre dizemos “sim” a propostas e soluções caso a caso consideradas justas, e invariavelmente dizemos “não” a propostas e medidas que avaliamos de erradas ou ilegais, independentemente da sua origem ou chancela partidárias. É um pouco como se vivêssemos numa democracia participada caso a caso por cidadãos livres, com opiniões próprias e independentes, sempre ponderadas em função do mérito de cada proposta, sem olhar de modo subserviente à carimbadela da sua origem. É o contrário precisamente de uma espécie de democracia de clubes cada um com sua camisola, e com as claques bate-palmas acorrentadas às directrizes dos dirigentes de cada clube. Ou do género “Você na TV”, onde parece que surgem uns tipos por detrás das câmaras com uns cartazes a mandar os presentes ora “rir”, ora “chorar”, ora “aplaudir”, ora “apupar”. E as pessoas obedecem. Connosco não.

[16] …que contudo o aparelho de Estado central e regional, bem como os organismos de controlo da legalidade, não querem ver ou tardam em mostrar que vêem. Cego não é na verdade aquele que não consegue ver, é antes sim o outro que não quer ver ou que finge e engana todo o mundo apregoando que não vê.

[24] A ordem dos factores é arbitrária. O resultado dá igual, sendo que por vezes o Protocolo foi antecedido de compra, noutros casos foi a venda que se seguiu ao Protocolo.

[27] CN da REN, criação ver Decreto-Lei n.º 93/90 de 19 de Março, composição ver Decreto-Lei n.º 203/2002 de 1 de Outubro, funcionamento ver Despacho Normativo1/2004 de 05/01/2004

[28] Tolinhos políticos, é só destes que aqui se fala..

[29] RAN Reserva Agrícola Nacional

[30] REN Reserva Ecológica Nacional

[31] Desde 2001 e até ao presente, João Manuel de Jesus Lobo é o Presidente da CMM.

[32] Vide uma famosa reunião de gabinete da Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional (CN-REN) à data de 16 de Março de 2004, onde a Portaria 778/93 de 3 Setembro, que estabeleceu a REN da Moita, foi “revogada” por dúzia e meia de Funcionários Públicos e alguns representantes da CMM.

[33] Em inícios de 2007, a CCDR-LVT disse não a uma hipótese de REN na Moita muito ‘sui generis’, transplantada de zonas de mata sem gente nem casas, com perda ambiental total, para ser implantada em novas zonas de solo permeabilizado e já ambientalmente protegidas, com ganho ambiental zero. As novas zonas REN estão pejadas de habitações legais, de cultura horto frutícola e produção pecuária intensivas, com vários núcleos urbanos no seu seio, múltiplas estradas e até auto-estradas, e ainda por cima com a proposta de corredores “sem REN” para com eles se tentar enganar os Cidadãos. Em finais de Maio-Junho 2008, a CCDR-LVT apoia-se na CN-REN para agora dizer sim a uma tal REN única no mundo, num bizarro, hilariante e muito gozado xadrez com espaços de protecção ambiental máxima entrecortados de 100 em 100 metros com áreas de intensiva exploração agrícola e presença humana.

[35] … por parte da CMM

[36] … e não se deixe embarrilar com palavras mansas na violação da sua missão, como tudo leva a crer que a CN da REN, nomeadamente, se deixou por diversas vezes.

[37] Câmara Municipal da Moita (CMM)

[38] Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional (CN-REN) e Comissão Coordenadora de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT)

[40] CRP Artº 242-1

[41] O processo de recolha de apoios e assinaturas vai agora continuar, depois da aprovação inicial pelos Signatários acima.

Moita, terra sem lei: Saber não ocupa lugar. Basta fazer um 'clic' e ler com olhos de ver.

Na Foto, "Investidores manhosos" ao assalto do que mais vale na nossa terra, o "Solo Rural". Se possível em Reserva Agrícola, e quanto mais Reserva Ecológica melhor. "Depois a gente resolve", acrescentam. A Comissão Nacional dessa coisa funciona a pedido, e em vez de "salvadora" da REN é antes "matadora" da coisa. A gente aplica-lhes a fórmula de 16MAR2004, tá no ir. Repare-se no detalhe: Os "Investidores manhosos" pagam tributo reconhecido e não esquecem os seus apoios na Administração.

Breve Digesto sobre a Revisão do Plano Director Municipal da Moita (PDM) e o surgimento do Projecto de novo PDM da Moita[1]


O cerne da questão:

Entramos em 2008 sem que ainda se tenham materializado os planos dos grandes especuladores que compraram centenas de hectares de REN e RAN a tostão..

Preço de venda p/ Armazém dá cá 450 mil. Vezes 5 Armazéns p/ Pavilhão faz 2,25 milhões. Ora só Pavilhões são 6, já faz 13,5 milhões. É sempre a aviar.

Armamar: O Dr. Manuel Gaspar Paiva (PCP/CDU) defende a Cedência dos terrenos do Parque Empresarial a preços simbólicos e atractivos, c/ o objectivo...

Segundo disse à Lusa fonte da Presidência da República, o PR visita a zona industrial de Vimioso c/ terrenos a 1 cêntimo o m2 e todas as regalias

A regra é o benefício de interesses particulares em detrimento do colectivo, com prejuízo do bem-estar e da qualidade de vida da população.

Mas o que é que se passa afinal com a Revisão do PDM da Moita?

Novo Partido Local - O PDM

Câmara da Moita: Dez anos a preparar uma burrada, pior, uma cilada, e 3 anos a digerir uma Discussão Pública como ninguém imaginava

«Quanto ao PDM ir dar de mamar a alguns construtores, diga-me se neste sistema em que vivemos, se achava que o PDM não dava que mamar a ninguém.

Afinal “mamar” é um procedimento normal e até aconselhável

Porque uma imagem vale mil palavras

CINCO ERROS DE PALMATÓRIA do Presidente da Câmara João Lobo na sua falta recorrente à verdade quando se dirige à Comunicação Social. Vd Focus 14 Ag'07

Presidente da Câmara João Lobo falta recorrentemente à verdade quando se dirige à Comunicação Social. O caso Focus 14 Ago '07 – 3

Presidente da Câmara João Lobo falta recorrentemente à verdade quando se dirige à Comunicação Social. O caso Focus 14 Ago '07 – 2

Presidente da Câmara João Lobo falta recorrentemente à verdade quando se dirige à Comunicação Social. O caso Focus 14 Ago '07 – 1

Os 7 Pecados Mortais do Processo de Revisão do PDM e do Projecto de novo PDM da Moita 1996 /2006…

Pontos negros mais importantes na rota do Processo de Revisão do PDM da Moita 1996/2006…

Importa-se de me explicar isso do PDM da Moita, se faz favor?

Manual Prático para se fazer fortuna choruda e rápida, à custa do Solo Rural e da actual Reserva Ecológica (REN) na Moita. Lição nº 1

Manual Prático para se fazer fortuna choruda e rápida, à custa do Solo Rural e da actual Reserva Ecológica (REN) na Moita. Lição nº 2

Manual Prático para se fazer fortuna choruda e rápida, à custa do Solo Rural e da actual Reserva Ecológica (REN). Lição nº 3 (Caso Prático)

Moita: boa e má governação, escuridão e transparência, ética e legalidade. Factos 1: Triângulo de sucesso na Moita

Moita: boa e má governação, escuridão e transparência, ética e legalidade. Factos 2: Na Moita, Presidente da Câmara & Cia falaram 2687 palavras, ...

Moita: boa e má governação, escuridão e transparência, ética e legalidade. Factos 3. O “modus operandi” e o espírito da coisa

Passa quase 400 hectares de Solo Rural em REN e em RAN para novo Solo Urbano sem REN e sem RAN, com novas zonas urbanizáveis para mais e mais Fogos

Drama na Margem Sul pode vir a ter um final feliz - 1

Drama na Margem Sul - 2

Drama na Margem Sul - 3

Triângulo de fogo na Moita: junte-se um “Investidor Manhoso”, um “Assessor Autárquico polivalente”, e um “Responsável da Administração local”

Uma família por enquanto muito feliz e contente, a maré cheia vai correndo de feição

O negócio base em Portugal continua o mesmo: comprar terreno barato em função de condicionamentos administrativos, remover tais condicionamentos e,...

O esquema consiste na compra de Solo Rural, porventura classificado como REN, e depois na sua passagem com lei ou fora dela para Solo Urbano

Câmara da Moita: Dez anos a preparar uma burrada, pior, uma cilada, e 3 anos a digerir uma Discussão Pública como ninguém imaginava

E, assim, o negócio da gestão urbanística gera margens só comparáveis em Portugal com as do tráfico de droga...

" Mais-valias: quem as gera e quem as captura? Agentes e comportamentos" foi o tema apresentado pelo Engenheiro José Carlos Guinote

Texto do Prof. Pedro Bingre do Amaral sobre..."enriquecimento ilícito"..."enriquecimento sem causa"

Convém acompanhar o que se passa no concelho da Moita e a luta dos moradores da Várzea da Moita contra a futura urbanização dos terrenos agrícolas

Desrespeito flagrante pelo princípio da imparcialidade na aplicação da Lei:

Arrogantes e fortes contra os fracos: a direcção política da Câmara da Moita (com o emblema do PCP ao peito) segue uma política de classe…

Agachados e submissos debaixo dos fortes: a Direcção política da Câmara da Moita (com o emblema do PCP ao peito) segue uma política de classe…

Na verdade, na Moita, existem 2 regimes políticos: Um regime de mão pesada contra os fracos e um outro regime de espinha curvada diante dos fortes.

Jornal da Moita escreve s/o atropelo à Lei 169/99 de 18/9: Reunião ilegal deve necessariamente ser considerada nula e destinada a gerar nenhum efeito.

Dois pesos, 2 medidas: fortes e arrogantes contra os fracos, agachados e submissos debaixo dos fortes

O papel indolente, preguiçoso (não leram os dossiers), desinteressado, pouco atento e colaborante mesmo da Administração Pública:

Porque será, porque será, porque será?

Um patamar do Poder (astuto, conhecedor) falta à verdade e informa ao engano outro patamar do Poder (coitado, enganado). Este, por seu turno, difunde

Pergunta à espera de resposta sobre o Processo de Revisão e sobre o Projecto de novo PDM da Moita

1097 dias são muitos dias, bem mais que 120

As Autoridades com efectivo poder não o usam contra os grandes e poderosos, diante de quem fazem curvadas vénias e muitas salamaleques.

A violação das leis e da ética política é o pão nosso de cada dia da governação local na nossa terra. A revisão do PDM da Moita é o seu "ex libris"

P.J. (sob liderança do Ministério Público) e Inspecção do Território/IGAL inspeccionam a CM Moita. Resultados? Nem pó. Mistério...Competência...uáuuu

Correm notícias na Moita: os Inspectores do IGAL são guiados pelo Senhor Presidente da Câmara, João Lobo. A inspecção tem corrido à maneira. Tudo OK

Correm notícias na Moita: os Inspectores do IGAL são guiados pelo Senhor Presidente da Câmara, João Lobo. A inspecção tem corrido à maneira. Tudo OK

Selecções de fim-de-semana: A anedota de uma época, de um regime

Pode um cego (no sentido não daquele que não vê, mas sim do outro que não quer ver) guiar outro cego (idem, idem) para outro lugar que não um buraco?

Conversa mole, muito mole, molíssima do Presidente da Câmara da Moita, sob a tónica "Câmara intervém e insiste com a CCDR-LVT (sic)"

Informámos toda a gente:

Munícipes da Moita apontam à CCDR-LVT os pontos mais negros na rota da Revisão do PDM e no Projecto de novo PDM da Moita

Os Munícipes expressaram ainda a sua oposição frontal à realidade da Ribeira da Moita, e às ilegalidades e abandonos a que as populações são votadas

Moradores da Várzea levam PDM a Belém

Delegação de Munícipes da Moita avistou-se na Assembleia da República com o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda

Deputados e Dirigentes do Partido Socialista manifestam a sua solidariedade política ponto por ponto às causas da resistência cívica da Várzea ...

Munícipes da Moita apontam a Deputados do PS - Partido Socialista os pontos mais negros na rota da Revisão do PDM e no Projecto de novo PDM da Moita

Delegação de Munícipes da Moita avista-se na Assembleia da República com o Grupo Parlamentar do PSD - Portal Social Democrata

O PCP foi avisado a alto nível sobre os graves atropelos à lei e a complicada escuridão largamente ...

Passos perdidos:Alguns Deputados à Assembleia da República eleitos por Setúbal continuam em silêncio sobre as graves suspeitas à volta do PDM da Moita

REN real de facto destruída, e criação de uma REN única no Mundo, a ‘REN à moda da Moita’

Carta Aberta ao Senhor Presidente da Câmara Municipal da Moita (1)

E Carta Aberta ao Senhor Presidente da Câmara Municipal da Moita (2)

Zona Sul do Concelho da Moita, terra e gente debaixo de ditadura:

Crime ambiental a montante da Estrada do Gado, na partilha entre o Concelho de Palmela (montante) e o Concelho da Moita (jusante) da Ribeira da Moita

Não somos pela impermeabilização de kms e kms quadrados do nosso solo! Não somos pela destruição da terra e do ambiente!

Dionísio Barata ensinou-nos muito. Dizia-nos: "É que não basta aos Cidadãos poder viver em democracia. É preciso que a possamos exercer, a cada dia.”

Se os tivesse, seguramente que os nossos líderes seriam as mulheres mais velhas, ou os homens mais velhos de entre nós, aqueles que sabem mais...

Disse o Cidadão Dionísio Barata ( Moita 18 Maio '07): "Se para gritar "o Rei vai nu" tiverem de dizer certas verdades inconvenientes, façam favor!"

Desrespeito pela lei, pela democracia

Sessão Pública da Câmara Municipal da Moita de 9 Julho '07: uma Reunião ilegal é nula e produz resultados de nenhum efeito.

A Moita ganharia o vergonhoso estatuto de laboratório clandestino dos mais desprezíveis cozinhados fora-da-lei, próprios de um novo País...

A direcção política da Câmara da Moita e o seu Presidente previram "com grande probabilidade" que os Munícipes só diriam questões gerais

Qual será a razão que leva a direcção política da CM Moita e o seu chefe João Lobo a recear "questões gerais já anteriormente enunciadas"? Porquê?

Director de O Rio: "no que diz respeito a comparações com certas atitudes do presidente do Gov. Reg. Madeira, não retiramos nada, antes pelo contrário

Os Protocolos entre a CMM e os Investidores a tostão, com promessa de milhão:

Protocolo C.M. Moita & Imomoita SA s/ as Fontainhas: outro Mapa do Tesouro do Euromilhões do PDM da Moita, com ‘password’ no Penteado

O Protocolo Câmara Municipal da Moita & MACLE SA sobre a Quinta da Migalha: o plano da pólvora sobre uma das jóias da coroa do novo PDM da Moita

O ‘modus faciendi’ da coisa:

Moita: boa e má governação, escuridão e transparência, ética e legalidade. Factos 1: Triângulo de sucesso na Moita

Brochura da Câmara MUnicipal da mOita de Julho 2005 com valores/hectaresde mudança de uso do Solo (proposta) de Rural para Urbano no novo PDM proposto

Ao Montepio Geral, ...para vos pedir a melhor e mais adequada intervenção sobre os factos seguintes:

Ao Banco Popular,...para vos pedir a melhor e mais adequada intervenção sobre os factos seguintes:

Má sorte para muitos...Melhor sorte para alguns

Pssiuuúu... dorme, dorme meu menino, disse-me com ternura a voz amiga que me soprou ao ouvido esta estória de inventar. Dorme, dorme, dorme meu menino

As Fontainhas e o Penteado:

Protocolo C.M. Moita & Imomoita SA s/ as Fontainhas: outro Mapa do Tesouro do Euromilhões do PDM da Moita, com ‘password’ no Penteado

Moita: boa e má governação, escuridão e transparência, ética e legalidade. Factos 3. O “modus operandi” e o espírito da coisa

As Fontainhas estão umbilicalmente ligadas ao Penteado, e são um paradigma do caldo de cultura (violações da lei e escuridão a rodos) do PDM da Moita

27 hectares na ponta ocidental do Município, junto ao IC21, entre a Quinta da Lomba, no Barreiro, e o Vale da Amoreira, já no Concelho da Moita.

Things of the arc of the old lady, as Uggly Tony should say

Está tudo ligado: Moita na rota da 3ª Ponte + TGV. Aliás, os n/ Protagonistas já andam lá para as bandas do novo Aeroporto. Compra aqui, compra acoli

A Quinta da Migalha:

Confusão entre interesses públicos e privados. Passagem "a pedido" de 139,6 hectares de Solo Rural em REN e RAN para Solo Urbano sem REN e sem RAN.

O presente estudo foi desenvolvido pela Bruno Soares Arquitectos, e abrange um território de 139,6 Ha no extremo Sudoeste do concelho da Moita e ...

É o perfeito 2 em 1: Bruno Soares Arquitectos são o Gabinete de Arquitectura para o PDM da Moita e para os Estudos Urbanísticos da Quinta da Migalha

Confusão entre interesses públicos e privados. Passagem "a pedido" de 139,6 hectares de Solo Rural em REN e RAN para Solo Urbano sem REN e sem RAN.

Segunda 9 Julho '07 nos Paços do Concelho da Moita: Proposta do Presidente da Câmara é baralho de cartas com 2 cartas maradas, traz 2 Ases de Copas

O Protocolo Câmara Municipal da Moita & MACLE SA sobre a Quinta da Migalha: o plano da pólvora sobre uma das jóias da coroa do novo PDM da Moita

O Esquema Director como figura mediadora: o Caso Quinta da Migalha

Exmº Senhor Presidente Arquitecto Promotor Advogado Controleiro Caseiro VIP Responsável de Fundos Capo etc e tal

O papel dos Eleitos na Moita com emblema do PCP ao peito:

É este o PCP de Francisco Miguel, de Pires Jorge, de Afonso Gregório, de Álvaro Cunhal?

Se o entenderem, façam um gesto e mostrem que compreendem finalmente o que se passa na Moita. E que o PCP e a CDU actuem em consequência.

Acreditou o Secretário-geral do PCP no fundamental da mensagem de João Lobo?

Homem adulto, dá pelo nome de Pedro Carvalho Pereira, não dá sinal de vida para os lados da Moita, onde costuma também residir.

Este Partido Comunista, aqui na Moita, mete medo a muita gente, não a todos, mas a muita gente já.

Artigo surgido no Blogue Alhos Vedros ao Poder: "O Partido Comunista na Moita está todo roto. A quem se pode queixar?...aos seus dirigentes, claro"

CINCO ERROS DE PALMATÓRIA do Presidente da Câmara João Lobo na sua falta recorrente à verdade quando se dirige à Comunicação Social. Vd Focus 14 Ag'07

A nossa resistência não é pois nem contra o PCP nem contra a CDU, mas sim contra esta política reles realizada e defendida à pala do PCP e da CDU

O bê-á-bá da nossa luta contra o Partido Comunista na Moita e em qualquer lugar

“Kit militante PCP” (cartão de militante, boininha encarnada, emblema p'ra lapela, etc) vindo também no pacote um “certificado de superioridade moral"

Este Partido Comunista, aqui na Moita, mete medo a muita gente, não a todos, mas a muita gente já.

Probleminhas que o PCP carrega às costas na Moita: o 3º é o mais pesado e grave deles todos!

Artigo surgido no Blogue Alhos Vedros ao Poder: "O Partido Comunista na Moita está todo roto. A quem se pode queixar?...aos seus dirigentes, claro"

De que lado bate o coração do PCP na Moita? Do lado da Lei, dos mais fracos, daqueles que sozinhos não têm voz? Ou do lado das negociatas de milhões?

O PCP na Moita renega e atraiçoa o PCP que gerações de portugueses interiorizaram: Simpatizando muito, pouco ou nada c/ ele, a ideia s/o PCP era outra

Entrevista a um cidadão, de entre os activistas da Várzea-2ª Parte

Entrevista a um cidadão, de entre os activistas da Várzea-1ª Parte

A nossa resistência não é pois nem contra o PCP nem contra a CDU, mas sim contra esta política reles realizada e defendida à pala do PCP e da CDU

Alguém já ouviu ou já leu uma tomada de posição pública do PCP na Moita sobre estas inter-relações tão bizarras?

De que lado bate o coração do PCP na Moita? Do lado da Lei, dos mais fracos, daqueles que sozinhos não têm voz? Ou do lado das negociatas de milhões?

Ai se a notícia fosse a sério, aí sim, seria alerta mas um alerta muito sério. Assim, é só do tipo faz de conta.

É o chamado SPC. Síndrome do P.C. ... "P" de poder e "C" de corrói. ... Porque no fundo todos os que estão no poder, num dado momento...

O pomo directo da discórdia

Artigos do Jornalista José António Cerejo no Público:

Consultor da Câmara da Moita vive em moradia de luxo de uma empresa de construção civil
A revisão do Plano Director Municipal da Moita está a ser contestada pela oposição e por muitos cidadãos. Em causa está um alegado projecto de urbanização maciça do concelho. A história da casa de um braço-direito do presidente da câmara, em que este tem uma intervenção determinante, é exemplo do que também é o poder local um pouco por todo o país. Mesmo em câmaras de maioria comunista. por josé antónio cerejo, Jornal “Público”
…(continua)…
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Uma história complicada de "amizade pessoal"
"Se nesta sociedade já não podemos ter amigos empresários, então não acredito nesta sociedade", afirma Rui Encarnação
"Tenho uma estima pessoal muito grande e uma relação profissional de há muitos anos com Emídio Catum e só isso é que pode explicar esta situação." A declaração foi feita por Rui Encarnação e serve para justificar o facto de, segundo garante, a moradia em que reside ser sua - embora tenha sido construída em terrenos da Montiterras, uma empresa daquele seu amigo, em nome da qual se encontram todos os documentos que lhe dizem respeito. por josé antónio cerejo, Jornal “Público”
…(continua)…
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Um licenciamento muito excepcional
Excesso de área foi ignorado pelo então vice-presidente. Piscina está ilegal. Técnico municipal fez projecto
O projecto de arquitectura apresentado pela Montiterras para a moradia do Penteado, em Fevereiro de 2000, foi aprovado em 29 dias, apesar das objecções dos serviços, e a licença de construção foi deferida 43 dias depois. Tudo isto com a assinatura do então vice-presidente e actual presidente da Câmara da Moita, João Lobo. por josé antónio cerejo, Jornal “Público”
…(continua)…
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Protocolos com os grandes construtores debaixo de fogo
A revisão do PDM da Moita está a ser fortemente contestada, entre outras coisas, por causa dos protocolos celebrados pela câmara com um grupo de grandes promotores
Criticada como poucas vezes se tem visto em Portugal, pelos partidos da oposição e por um movimento de cidadãos, a revisão do PDM da Moita contempla a exclusão de vastas manchas da REN, que se admite somarem mais de 400 hectares, assim transformados em solos urbanizáveis. Paralelamente, a proposta aponta para a afectação à mesma reserva ecológica de quase o dobro daquela área de solos agrícolas, pertencente a pequenos proprietários. por josé antónio cerejo, Jornal “Público”
…(continua)…
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Uma semana não chegou para a câmara responder
As matérias tratadas nestas páginas, em particular as condições em que a moradia da Montiterras foi aprovada pelo presidente da câmara e as alterações ao PDM previstas para o local em que ela se situa, foram objecto de um pedido de esclarecimento dirigido a João Lobo na noite do passado domingo para segunda-feira. Tratava-se de um conjunto de 24 perguntas escritas, entre as quais foram seleccionadas as 12 que o PÚBLICO julgou mais importantes, depois de o chefe de gabinete do autarca ter comunicado, na quarta-feira, que as respostas seriam dadas "dentro das disponibilidades dos serviços", mas não nos prazos solicitados. Apesar desse encurtamento, nenhuma daquelas perguntas obteve resposta até agora. por josé antónio cerejo, Jornal “Público”
…(continua)…
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Do Público de hoje, de novo pela pena de José António Cerejo, o desmontar de um oportuníssimo "lapso" camarário: «CM da Moita invocou documento inexistente para alterar a REN. José António Cerejo. A referência a um alvará já existente justificaria esse pedido como um "lapso"A Câmara da Moita fundamentou o pedido de desanexação da Reserva Ecológica Nacional (REN) de uma zona contígua ao perímetro urbano da aldeia do Penteado com um documento inexistente. Segundo o chefe de gabinete do presidente da autarquia, a invocação de um alvará pré-existente para justificar esse pedido - cuja aprovação permitirá a urbanização de terrenos em que tem interesse o consultor jurídico da câmara - foi "um lapso".
…(continua)…
Ler Artigo completo em
http://alhosvedrosaopoder.blogspot.com/2007/01/alvar-ou-no-alvar-eis-questo.html
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Cooperativa constituída ilegalmente quer urbanizar na REN da Moita
José António Cerejo
http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2007&m=02&d=01&uid=&id=119335&sid=13229
Intenção de desanexar as Fontainhas da REN foi negociada pela câmara com os futuros compradores
Os sócios da Imomoita, a empresa que no início de 2000 adquiriu uma quinta de 27 hectares que a Câmara da Moita se preparava para desanexar da Reserva Ecológica Nacional (REN) com vista à sua futura urbanização, venderam a propriedade a uma cooperativa por eles criada ilegalmente, a Parcoop, obtendo assim elevados benefícios fiscais reservados às cooperativas. Ler Artigo completo em
http://alhosvedrosaopoder.blogspot.com/2007/02/f1-mais-um-tiro-na-fragata.html

Deputado do Partido da Terra, eleito nas listas do PSD, questiona o Governo
http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?id=119336&sid=13229
O deputado Luís Carloto Marques, eleito pelo Partido da Terra nas listas do PSD pelo distrito de Setúbal, perguntou anteontem o Governo, na Assembleia da República, sobre se tenciona mandar a Inspecção-Geral da Administração do Território averiguar os factos noticiados no PÚBLICO de domingo a propósito da Câmara da Moita. Num requerimento dirigido à Presidência do Conselho de Ministros e à Secretaria de Estado da Administração Local, o deputado diz que os factos noticiados "se relacionam com a revisão do PDM da Moita e com avanços e recuos da administração em processos conducentes à interdição ou à disponibilização de solos para especulação imobiliária e para construção, em que, por vezes, ficam esbatidos os contornos do que possa ser uma diligente prossecução do interesse público por parte da autarquia, aflorando, assim, uma potencial utilização indevida dos poderes da administração para a satisfação de meros e ilegítimos interesses privados".
Ler Artigo completo em
http://alhosvedrosaopoder.blogspot.com/2007/01/requerimento.html

Inscoop admite recurso ao Ministério Público
http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?id=119337&sid=13229

Confrontado com a violação da lei ocorrida nas escrituras de constituição e aumento de capital da Pluricoop, bem como na de compra e venda das Fontainhas, o notário Carlos Almeida, responsável pelo cartório onde elas foram outorgadas, confirmou os factos e explicou que não teve intervenção pessoal em nenhum daqueles actos, dado ter sido substituído por um antigo colaborador. A responsabilidade principal da aceitação das duas últimas atribuiu-a, porém, ao Inscoop, entidade governamental a quem cabe a fiscalização das coooperativas e que emitiu, três semanas depois da criação da Pluricoop, uma credencial a atestar a legalidade da sua constituição e o seu direito aos benefícios fiscais.
Ler Artigo completo em
http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?id=119337&sid=13229
e
http://alhosvedrosaopoder.blogspot.com/

O papel da Comunicação Social em geral:

Graças ao trabalho isento, corajoso e esforçado de muitos Jornalistas, e ao papel insubstituível de numerosos Blogs de intervenção cidadã - 14

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Visite o Blogue O Plano em http://oplano.blogsome.com/parque-tematico/ e saiba mais sobre a obra maior e mais emblemática da CM Moita

Agora é decididamente uma luta pela liberdade, contra o autoritarismo e contra a baixa política, forma de reagir do poder local na Moita, ...

Destaques a não perder: Moita é notícia na Focus. E...Presidente da Câmara informa com erro e falta de verdade a Revista Focus

Porque razão terá João Lobo faltado à verdade à Focus? Com que intuito o terá feito, ainda por cima à pala da Bandeira oficial do nosso Município?

Revista Focus de 14 Ago '07: Negócios pouco ecológicos na Moita

Alguém já ouviu ou já leu uma tomada de posição pública do PCP na Moita sobre estas inter-relações tão bizarras?



[1]… e, para saber um pouco mais, veja-se algo do que tem sido publicado no último mês, de quase 20 que a presente Resistência já leva: Saber mais em:Arquivo do blog Forum Cidadania na Várzea da Moita em http://www.varzeamoita.blogspot.com/ e

Ver igualmente Blog Um por Todos, Todos por um em http://umportodostodosporum.blogspot.com/

Terça-feira, 28 de Agosto de 2007

Importante debate de cidadania aqui bem perto. Uma lição de democracia em torno do tema "Mercado da Verderena" e "Mercado de rua Marquês de Pombal".

Versão integral da Proposta

Versão integral da Proposta
Quadro do falecido Pintor naif Barreirense, Belmiro Ferreira, representando a zona para onde se propõe o Mercado

Saiba mais aqui: Barreiro Mercado de Rua "Marquês de Pombal"



Domingo, 19 de Agosto de 2007

Juro que não quero!

Para acalmar as boas consciências, mais os descrentes nas pessoas em geral e nas de raça diferente, em especial, também os cépticos por natureza e, ainda, os de pituitária sensível, que farejam fantasmas e segundas intenções em tudo o que não provenha deles ou da sua tribo, quero fazer uma declaração solene, para não ter que andar sempre a dizer o mesmo.

Terça-feira, 21 de Agosto de 2007

Barreiro Velho - O diagnóstico (1)

Investigando, há minutos, as várias "soluções" que, ao longo dos tempos, se foram apresentando para resolver o problema do Barreiro Velho, dei "de caras", de repente, com o despacho da Agência Lusa abaixo reproduzido, datado de 2006-03-26, arquivado aqui, no site da "Rádio Mirasado", que acho "precioso" para "começo de conversa" e intróito às postagens que tenciono fazer, nos próximos dias, sobre todas as questões que envolvem o Barreiro Velho.

Segunda-feira, 27 de Agosto de 2007

Reacções Adversas (1) – VTM e o Blog “Barreiro Velho”, Luís Zuzarte e a “Voz do Barreiro”

Na semana que agora findou, por razões imperativas de carácter profissional, não tive qualquer hipótese de me dedicar, como gostaria, à questão do “Mercado de Rua Marquês de Pombal” e da urgente requalificação do Barreiro Velho.

Terça-feira, 28 de Agosto de 2007

Apoios e contributos (3) - O André no Barreiro Velho

Desde o início deste projecto, o meu afilhado, André Pinotes Batista, conhecido militante do Partido Socialista e da JS, a quem fui explicando os contornos da ideia, me ofereceu toda a colaboração de que necessitasse.

Quinta-feira, 2 de Agosto de 2007

Na verdade, nessa Reunião Pública da Câmara Municipal da Moita de 9 de Julho ’07, a Lei foi grosseira e ostensivamente desrespeitada.

Segunda-feira, 30 de Julho de 2007

Sessão Pública da Câmara Municipal da Moita de 9 Julho '07: uma Reunião ilegal é nula e produz resultados de nenhum efeito.

Constituições portuguesas:


Exmº Senhor Presidente da CCDR-LVT, António Fonseca Ferreira

presid@ccdr-lvt.pt , geral@ccdr-lvt.pt ,

Exmº Senhor Presidente da Comissão Técnica de Acompanhamento CTA da Revisão do PDM da Moita, ao cuidado da CCDR-LVT

presid@ccdr-lvt.pt , geral@ccdr-lvt.pt ,

Exmº Senhor Presidente da Comissão Nacional da REN Reserva Ecológica Nacional, João C. Rosmaninho de Menezes, ao cuidado do ICN Instituto de Conservação da Natureza

icn@icn.pt

C/c para

Exmº Senhor Provedor de Justiça, Henrique Nascimento Rodrigues

provedor@provedor-jus.pt

Exmº Senhor Inspector-geral do IGAT, Raul Melo Santos

mail@igat.pt

Exmº Senhor Procurador-geral da República, Fernando Pinto Monteiro

mailpgr@pgr.pt

Exmº Senhor Secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita

gseaal@seaal.gov.pt

Exmº Senhor Primeiro-ministro José Sócrates

pm@pm.gov.pt

ExmºSenhor Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva

belem@presidencia.pt

C/c também para

Exmº Senhor Secretário-Geral do Partido Socialista, José Sócrates

http://www.ps.pt/data/conteudo.php?pag=contacto

E Presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista na Assembleia da República, Alberto Martins

gp_ps@ps.parlamento.pt

Exmº Senhor Presidente do Partido Social-democrata, Luís Marques Mendes

psd@psd.pt

E Presidente do Grupo Parlamentar do Partido Social-democrata na Assembleia da República, Luís Marques Guedes

gp_psd@psd.parlamento.pt

Exmº Senhor Secretário-Geral do Partido Comunista Português, Jerónimo de Sousa

pcp@pcp.pt

E Presidente do Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português na Assembleia da República, Bernardino Soares

gp_pcp@pcp.parlamento.pt

Exmº Senhor Presidente do Partido CDS - Partido Popular, Paulo Portas

presidencia@cds.pt

E Presidente do Grupo Parlamentar do Partido CDS - Partido Popular na Assembleia da República

gp_pp@pp.parlamento.pt

Exmº Senhor Coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louça

francisco.louca@be.parlamento.pt

E Presidente do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda na Assembleia da República

blocoar@ar.parlamento.pt

Exmºs Senhores Deputados do Partido MPT – Movimento Partido da Terra, Luís Carloto Marques e Pedro Quartin Graça, membros do Grupo Parlamentar do Partido Social-democrata na Assembleia da República

carloto@psd.parlamento.pt , pedroquartin@psd.parlamento.pt ,

Exmºs Senhores Deputados do Partido Ecologista Os Verdes, membros do Grupo Parlamentar do Partido Ecologista Os Verdes na Assembleia da República

PEV.correio@pev.parlamento.pt , gp_pev@ar.parlamento.pt ,

C/c igualmente para

Direcção Nacional da Quercus

quercus@quercus.pt

Direcção Nacional da LPN

lpn.natureza@lpn.pt

Direcção Nacional do GEOTA

got.geota@netcabo.pt

E C/c finalmente para

Senhor Presidente da Câmara Municipal da Moita, João Manuel de Jesus Lobo

presidente@cm-moita.pt

Exmºs Senhores

Pode ler-se no Portal da Câmara Municipal da Moita, em Deliberações, o seguinte:

Projecto de revisão do Plano Director Municipal da Moita

Aprovada a aceitação das correcções sugeridas pela Comissão Técnica de Acompanhamento;
Aprovado solicitar à
Comissão Regional da Reserva Agrícola do Ribatejo e Oeste a desafectação de duas parcelas da Reserva Agrícola Nacional;
Aprovado o reenvio da proposta para a
Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo;
Deliberado retirar da Carta de Património Edificado e do art.º 69º do regulamento a menção à classificação de imóveis de interesse municipal (em vias de classificação) do Largo do Descarregador (palácio, moinho de maré e cais);
Deliberado condicionar a alteração nº 11 e a exclusão 18 à Reserva Ecológica Nacional ao parecer da
Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional, pelo que as mesmas se manterão se este parecer for favorável, ou serão eliminadas caso contrário;
Deliberado o aditamento ao PDM de uma planta de condicionantes de carácter transitório.

Deliberação de 9-7-2007

Exmºs Senhores,

Tal como escrevemos a 11 Julho corrente ao Senhor Professor Doutor António Fonseca Ferreira, Presidente da CCDR-LVT, …” nem a CCDR-LVT nem a CTA devem aceitar sequer debruçar-se sobre a versão final do PDM da Moita aprovada pela direcção política da CMM e pelo seu Presidente, João Manuel de Jesus Lobo, a 9 de Julho ’07, por vício impediente e por grave desrespeito de uma Lei da República e da Democracia.”

Na verdade, nessa Reunião Pública da Câmara Municipal da Moita de 9 de Julho ’07, a Lei foi grosseira e ostensivamente desrespeitada.

E a razão do silenciamento ilegal da voz dos Cidadãos foi clara.

Não convinha à direcção política da Câmara Municipal, e ao seu Presidente João Manuel de Jesus Lobo, ouvir as denúncias dos Cidadãos, nem lhes convinha ser confrontados cara a cara, diante de todos e da comunicação social também, com todo o desmascaramento dos atropelos graves à Lei e à ética em torno do Processo de Revisão e do surgimento do Projecto de novo PDM da Moita.

A Lei n.º 169/99 de 18-09-1999, e concretamente o nº 6 do seu Artigo 84.º (Modificado), não foi cumprida, e o resultado só pode ser um:

uma Reunião ilegal é nula e produz resultados de nenhum efeito.

E os Organismos do Aparelho de Estado, a quem os resultados dessa Reunião são apresentados, nem devem perder o seu tempo a apreciar os respectivos conteúdos, antes devem devolver tal e qual à procedência o que surgiu torto, e que nada nem ninguém conseguem endireitar.

Exmºs Senhores,

Na Moita, os Munícipes têm incontáveis razões de queixa da má governação local por muitos outros motivos,

  • desde desrespeitos sistemáticos das Leis,
  • a erradas políticas ao serviço de uma minoria de grandes especuladores do Solo,
  • passando por práticas de governação que à ética e à transparência tudo devem, e à escuridão e à amálgama sem fronteiras entre interesses públicos e privados, com aproveitamentos pessoais gritantíssimos, nada ficam a dever.

Contudo, e sendo este desrespeito flagrante da Lei n.º 169/99 de 18-09-1999 a razão próxima deste nosso presente apelo a vós dirigido, gostaríamos apenas de vos citar alguns pontos em termos de práticas fora-da-lei, contra-a-lei em todas as suas letras e em todo o seu espírito, com que sistematicamente na Moita nos defrontamos.

Exmºs Senhores,

A Lei foi grosseiramente violada. A REN e o Solo Rural perderam-se pelo caminho, e contudo não podiam.

  • A Portaria 778/93 de 3 Setembro foi alterada numa reunião da Comissão Nacional da REN, juntamente com a Câmara Municipal da Moita, à data de 16 Março ’04. E não podia. Num Estado de direito (Princípio do Estado de Direito Democrático (Artº 2º da Constituição da República)), onde existe o primado da lei (primado da Constituição e da Lei (Artº 3º da Constituição da República)), e onde a hierarquia das leis é um princípio basilar, mulheres e homens reunidos numa qualquer reunião não podem alterar uma Portaria, salvo se tiverem de direito o poder para aprovar Portarias e aprovarem de facto uma nova Portaria revogatória da primeira, ou uma qualquer norma legal superior, desde um Decreto até à Constituição. Mas nunca podem revogar uma Portaria numa mera “charla” de funcionários. Nessa reunião liquidatária de 400 hectares de REN no Concelho da Moita, e não da sua defesa, altos funcionários de um órgão menor da Administração Pública deliberaram amputar cerca de 400 hectares de Solo Rural, em REN e em RAN, referenciadas como áreas de máxima infiltração, e …”concordaram com a proposta de deliberação…”, dizendo ámen ao fato feito que lhes foi posto debaixo dos olhos pela direcção política da Câmara Municipal da Moita, presidida por João Manuel de Jesus Lobo.
  • Porque a matéria da classificação de Solo Rural em Solo Urbano está dependente da necessária comprovação da respectiva indispensabilidade económica, social e demográfica, o que não se verifica. E assim se viola a letra e o espírito do Preâmbulo do Decreto-Lei nº 380/99 de 22 de Setembro de 19999, bem como o nº 3 do seu Artigo 9.º, bem como o nº 3 do seu Artigo 72.º.
  • E violando ainda a letra e o espírito do nº 5 do Artigo 73.º do mesmo Decreto Lei, como muito bem para isso alertou o Senhor Provedor de Justiça com a sua recente Recomendação n.º 5/B/2006 de 13 Set 2006, na qual o Senhor Provedor de Justiça recomenda criação de decreto regulamentar que uniformize critérios de reclassificação do solo.
  • E violando ainda a letra e o espírito da Resolução do Conselho de Ministros n.º 76/2002 nomeadamente quando referindo a necessidade de se contrariar “…as excessivas pressões urbanísticas sobre áreas ambientalmente sensíveis e pela ocupação de solos com vocação agrícola ou florestal”.
  • E violando ainda a letra e o espírito do Decreto 17/95 de 30 Maio, agora reconfirmado pelo Decreto 1/2007 de 25 Janeiro ao delimitar a "zona de defesa e controlo urbanos" da terceira travessia do Tejo e contrariar "as previsíveis pressões urbanísticas e especulativas" que viessem a dificultar o projecto.

Exmºs Senhores,

Não é só a Lei que é violentada. É a própria democracia e a inteligência dos Cidadãos que foram e são recorrentemente ofendidas de igual modo sem vergonha.

Não há quem aguente nem compreenda

  • que se traga à discussão pública dos Cidadãos matérias tão relevantes como a Proposta de Desanexação de REN nº 36 (desanexação de 0,1 ha em Alhos Vedros), nº 34 (desanexação de 0,2 ha no Rego d’Água) ou nº 3 (desanexação de 0,3 ha em Sarilhos Pequenos), num arremedo de respeito pelo Decreto-Lei nº 380/99 de 22 de Setembro de 1999 Artigo 6.º, bem como pelo nº 5 do seu Artº 77º, ou ainda pelo Decreto-Lei nº 310/2003 de 10 de Dezembro de 2003 Artigo 77.º;
  • mas ao mesmo tempo se sonegue do conhecimento e do controlo dos Cidadãos matéria tão relevante como a desclassificação de REN e a passagem sem lei de Solo Rural para Solo Urbano os 27 hectares estrategicamente muito sensíveis da Quinta das Fontainhas, bem como dos cerca de 400 hectares de Solo Rural em REN e em RAN passados para novo Solo Urbano sem REN e sem RAN na fatídica data de 16 Março ’04, em flagrante violação das normas da Lei que regulam a classificação dos Solos e a participação democrática e de verdade dos Cidadãos em actos concretos da vida pública.
  • E ainda por cima se viole flagrantemente o Decreto-Lei nº 380/99 de 22 de Setembro de 1999 , nos nºs 5 e 6 do seu Artº 77.º, ou ainda o Decreto-Lei nº 310/2003 de 10 de Dezembro de 2003 Artigo 77.º, nº 7, ao não ter a Câmara Municipal respondido fundamentadamente às várias centenas de Reclamações que lhe foram dirigidas em sede de Discussão Pública da Revisão do PDM, onde para cima de 1.300 Cidadãos (algumas Reclamações foram colectivas, uma delas com mais de 1.000 assinaturas) reclamaram invocando com minúcia e basta argumentação a lesão dos seus direitos subjectivos. A todos respondeu a Câmara e o seu Presidente João Lobo com lenga-lengas do tipo Chapa 3 ou Chapa 4, iguais para todos às centenas, com cartas discursando sobre procedimentos instrumentais e não com as respostas fundamentadas que a Lei sói impor numa Democracia que funcione, numa Democracia que nada nem ninguém poderá transformar em modos de fingir.

Exmºs Senhores

A nossa carta já vai longa, mas o nosso pedido é muito simples:

Ajudem-nos a fazer de modo a que não subsista na Moita uma ilha de desrespeito da Lei e da Democracia, onde o poder do primado da lei não esbarre contra o que de mais por cá temos, a saber:

Por estes dias, a Moita está transformada num laboratório duvidoso das piores práticas de governação local, sendo também aqui que se experimentam os piores métodos de subordinação de grandes e nobres causas às ordens de baixas mas milionários negociatas.

E não pode!

A desgraça é maior quando verificamos que a Moita está assim transformada numa terra de um capitalismo selvagem, reles e periférico, alegremento promovido à sombra da bandeira do PCP e da maioria CDU na Câmara Municipal, para nosso espanto e tristeza maiores.

Poderão saber mais visitando:

um por todos, todos por um

e

Forum Cidadania na Várzea da Moita


Muito obrigado,


Cordialmente,

30 Julho '07

Movimento Cívico Várzea da Moita em varzeamoita@gmail.com

Poderão ler em particular:

A Moita ganharia o vergonhoso estatuto de laborató...

Protocolo C.M. Moita & Imomoita SA s/ as Fontainha...

Moita: boa e má governação, escuridão e transparên...

Moita: boa e má governação, escuridão e transparên...

As Fontainhas estão umbilicalmente ligadas ao Pent...

27 hectares na ponta ocidental do Município, junto...

O Protocolo Câmara Municipal da Moita & MACLE SA s...

Confusão entre interesses públicos e privados. Pas...

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Quarta-feira, 4 de Julho de 2007

Passa quase 400 hectares de Solo Rural em REN e em RAN para novo Solo Urbano sem REN e sem RAN, com novas zonas urbanizáveis para mais e mais Fogos


Este Projecto de novo PDM da Moita não passará!

Se tal Projecto viesse a ser aprovado em última instância,

a Moita ganharia o vergonhoso estatuto de laboratório clandestino

dos mais desprezíveis cozinhados fora-da-lei, próprios de um novo País,

sem rei nem roque e abandonado na mão de poderes obscuros

Projecto de novo PDM é um monstro:

O Projecto de novo PDM para a Moita, em preparação desde Julho de 1996 e sem fim previsível à vista, da autoria da direcção política da Câmara Municipal da Moita, presidida por João Manuel de Jesus Lobo, é

  • um monstro de ilegalidades,
  • de escuridão
  • e de mau governo
  • e pior planeamento local.

O Projecto de novo PDM para a Moita tem traços distintivos maiores:

  • tripudia sobre a Lei e contra a Lei e os Cidadãos,
  • escarnece na cara dos altos funcionários do aparelho de estado e dos representantes dos órgãos de coordenação e de governo regional e central,
  • ofende os interesses legítimos e as justas preocupações de quase todos os Munícipes da Moita, nomeadamente em termos de
    • errada política dos solos,
    • pior desordenamento do território concelhio
    • e transferência de escandalosas mais-valias urbanísticas para meia dúzia de felizes contemplados com o Euromilhões do PDM da Moita,
  • Vota ao abandono o miolo urbano das localidades do Concelho, com zonas centrais envelhecidas, desertificadas, abandonadas, ao ponto de perdurarem em 2007 no Concelho da Moita algumas das localidades originariamente mais belas mas hoje mais degradadas em termos urbanísticos, no nosso País,
  • Ofende por último os direitos das pessoas dos campos particularmente do Sul do Município, e de outras zonas rurais da Moita, garroteando desnecessária e ditatorialmente as suas terras de cultivo hortofrutícola e de cereal, as suas explorações pecuárias e as suas áreas de habitação construídas dentro da lei.

Tudo isso acontece com um só fito:

  • passar quase 400 hectares de Solo Rural em REN e em RAN para novo Solo Urbano sem REN e sem RAN, com novas zonas urbanizáveis para mais e mais Fogos e novos Parques Empresariais.

Ao serviço de meia dúzia de grandes eleitos:

O Projecto de novo PDM para a Moita serve os interesses de meia dúzia de grandes especuladores imobiliários que durante estes 11 anos de Processo de Revisão do PDM actuaram do modo seguinte:

  • com uma mão compraram de véspera Solo Rural em REN e RAN*,
  • com a outra mão assinaram no dia seguinte Protocolos com a Câmara para a reclassificação de tais solos como urbanizáveis(*), e
  • com as duas mãos foram a correr levantar dinheiro na Banca sobre a hipoteca desses tais terrenos, já “valorizados” com uma carimbadela e uma assinatura no sítio certo, e
  • generosamente também com ambas as mãos distribuíram migalhas por vezes bem visíveis e reais a certos dos seus ajudantes estrategicamente bem colocados na Administração Pública

Obs(*): A ordem dos factores é arbitrária. O resultado dá igual, sendo que por vezes o Protocolo foi antecedido de compra, noutros casos foi a venda que se seguiu ao Protocolo.

A situação, em termos simples e para quem conhece insuficientemente este dossier, pode resumir-se brevemente assim:

O Processo de Revisão do PDM e o Projecto de novo PDM da Moita compreendem aparentes violações da Lei, uma amálgama pantanosa de situações obscuras e uma sucessão vasta e sistemática de más práticas de governação.

A Moita merece ser um caso de estudo da vida em democracia e da transparência, ou da falta delas.

Sem palavras, inenarrável.

Resumindo em 100 palavras a situação, existem na Moita 2 regimes políticos e verificam-se 2 revisões do PDM, onde os grandes perdedores são o Concelho, os Munícipes, a ética e a transparência, e onde sai gravemente ferida a legalidade e a democracia.

A Constituição e numerosas Leis foram violentadas:

Este caos de subversão da ética, da decência e da ordem democrática não pode vingar.

Ou então, caso vingasse, seria imperioso que se queimasse de uma vez por todas na praça pública e se jogasse fora para o caixote do lixo o

Deveria ainda recusar-se assumida e frontalmente outras directivas superiores do Estado, e nomeadamente a

A verdade nua e crua dos números e do desrespeito pelas Leis:

Para se poder bem compreender como foi desrespeitada a Lei neste particular, importa saber, em traços muito simples, que o Processo de Revisão do PDM e o Projecto de novo PDM da Moita abordam numerosas vertentes da vida presente e futura no Concelho, mas têm um eixo central:

"A desclassificação abrupta de REN e a transferência directa de Solo Rural para nova cidade, para novos Solos Urbanos de cerca de 400 hectares. Concretamente 395,10 hectares, onde não se consideram, porque se não contestam, os novos solos urbanos nem para Equipamentos, nem para Espaços Verdes Urbanos, nem para Infra-Estruturas."

400 golpes contra o Solo Rural em REN e em RAN na Moita:

Ver Quadro:

Categorias de Solo

Solo Urbanizado

Solo de Urbanização programada

Totais Somados

Acréscimo

hectares

hectares

hectares

Percentagem

Habitacional

721,20

299,40

1020,60

141,51%

Usos Múltiplos

87,10

95,70

182,80

209,87%

Totais

808,30

395,10

1203,40

148,88%

Fonte:

PDM Moita/ Brochura 4 Julho 2005

Este ganho de cerca de 400 hectares de nova cidade, com um crescimento do Solo Urbano à custa da perda de Solo Rural e de REN, amputada com perda ambiental total, verifica-se sem crescimento demográfico nem económico que o justifique, e só infimamente corresponde a justas e necessárias reconversões de AUGI's.

Alterações não decorrem de crescimento demográfico nem económico anterior, antes o impedem ou dificultam para o futuro

Na verdade, é voz corrente na Moita que esse crescimento do Solo Urbano não só não decorre de um crescimento anterior, como ainda por cima mata, anula crescimentos hipotéticos vindouros.

Com efeito, é sabido que novos Fogos e novas áreas para Indústria e Comércio terão de incorporar nos seus preços futuros a pagar por eventuais Interessados Compradores a brutal especulação fundiária agora assim urdida. Com milhares de Famílias e centenas de Empresários a serem convidados a ter de pagar um dia o m2 dos imóveis decorrentes desta valorização altamente especulativa por valores 2, e 3 e 4 vezes superiores aos custos reais de uma boa e razoavelmente remunerada construção.

“Modus operandi” claríssimo:

Algumas questões muito graves atravessam todo o Processo de Revisão e todo o Projecto de novo PDM da Moita, a saber:

· Extensa amputação de áreas significativas de Reserva Ecológica Nacional REN, muitas delas realizadas em segredo, sem que os Munícipes fossem nem vistos, nem achados;

· Bizarras deslocações de áreas de REN, com perda ambiental total nas zonas de onde a REN é retirada, e com ganho ambiental nulo nas zonas para onde a REN é transferida;

· Desclassificação de Solos Rurais com transferência directa e não sustentada para novos Solos Urbanos, em aparente e grosseira violação da Lei;

· Variadas outras situações de legalidade, de legitimidade e de práticas de democracia e de transparência muito questionáveis em todo o Processo de Revisão do PDM, com eventual lesão para o Estado e os Portugueses;

Traços comuns:

Essas movimentações na Revisão do PDM da Moita têm traços comuns, e nomeadamente:

· Foram nos casos mais significativos objecto de Protocolos entre a Câmara e os Promotores da mudança jeitosa do uso do Solo, comprado de véspera em REN e RAN, e como Rural e a tostão, e valorizado na manhã seguinte sem REN, sem RAN e como Urbano a milhão;

· Noutros casos, foram objecto de Propostas de desanexação de REN e RAN com conversa e fundamentação ardilosa, por vezes fundamentada em fraude e embuste pespegados diante dos olhos semicerrados e dorminhocos do Poder Central e dos seus altos representantes. Foi-se ao ponto de invocar durante quase 2 anos “Alvarás de Loteamento existentes”, que afinal nunca existiram;

· Noutras situações ainda, à falta de melhor, manteve-se a REN e a RAN numas Cartas ou Mapas de embalar, e programou-se simultaneamente as mesmas áreas como nova Cidade noutras Cartas de valer.

O mesmo álibi, sempre

Essas manobras foram sempre encapotadas sob o manto alegadamente nobre e credível do alargamento da REN em dobro a novas áreas do Sul do Município, alegadamente compensadores da perda em singelo nas áreas de desclassificação e desanexação programadas.

Iludindo assim quem adora ser iludido, com a tese peregrina e fraudulenta assente em 2 patranhas, qual delas a mais despudorada e evidente:

· A falácia do ganho ambiental supostamente vistoso, se bem que de facto nulo, nas novas áreas protegidas, mas já antes ecologicamente defendidas;

· O embuste da perda ambiental alegadamente desprezível, apesar de comprovadamente máxima, nas terras assim abruptamente desguarnecidas.

No saldo contabilístico do deve e do haver da protecção ambiental das terras do Concelho da Moita, na balança da salvaguarda da sua permeabilidade e do seu equilíbrio ecológico, tudo a Moita perde quando desaparece a REN e a RAN e os Solos Rurais em cerca de 400 hectares do Solo do Município, e nada a Moita ganha quando se alarga a REN a áreas já antes ambientalmente protegidas com Lei adequada e suficiente.

Na Moita, parecem coexistir 2 regimes políticos num só Concelho

Esta situação é insustentável, e vem dar razão a todos os que clamam que na Moita existe uma aparente dualidade de critérios na gestão da 'res publica' no Município, onde sucessivas práticas parecem indiciar que existe na Moita 1 Concelho com 2 Regimes Políticos antagónicos,

· Um regime de favores para meia dúzia, e

· Outro regime de mão pesada para centenas e milhares de pessoas simples e sem poder de 'lobby'.

Na Moita, desde 1996 até ao presente, decorreram 2 Revisões do PDM, a pública e a privada:

E é igualmente insustentável pela aparente existência de 2 Processos de Revisão do PDM da Moita, em simultâneo:

A Revisão pública e de fachada para os Munícipes olharem e a Administração Central ser convidada a dizer que sim e assinar de cruz, sem ver, nem ouvir, nem pensar, nem dizer nada ou pelo menos para ser convidada a nada fazer com eficácia que se veja em defesa do interesse público e da Lei, e

A Revisão privada e de verdade e para valer, onde tudo o que realmente foi importante se cozinhou e decidiu do lado de lá da cortina, num ambiente onde as pessoas têm dúvidas e não descortinam onde cessam os interesses públicos, e onde começam os aproveitamentos privados e pessoais.

Solo rural e REN perdidas pelo caminho ao deus dará:

A REN e o Solo Rural da Quinta das Fontainhas perderam-se pelo caminho entre 1993 e 2005, fazendo jus à promessa da Câmara da Moita presente na Cláusula Terceira do Protocolo de 10 de Outubro de 2000 assinado com a Imomoita SA, onde se prevê uma futura classificação da Propriedade como território Urbano com índice de utilização bruto de 0,7.

Os obreiros do Protocolo têm mais poder ao mexerem um dedinho mindinho que todo o peso da Lei em Portugal.

Para essas pessoas, são letra morta o Decreto-Lei nº 380/99 de 22 de Setembro de 1999, mais a Resolução do Conselho de Ministros n.º 76/2002 , e ainda com o contrapeso da Recomendação n.º 5/B/2006 de 13 Set 2006 do Senhor Provedor de Justiça , com o acrescento do do Decreto-Lei nº 310/2003 de 10 de Dezembro de 2003

A Lei foi grosseiramente violada:

A REN e o Solo Rural perderam-se pelo caminho, e contudo não podiam.

  • A Portaria 778/93 de 3 Setembro foi alterada numa reunião da Comissão Nacional da REN, juntamente com a Câmara Municipal da Moita, à data de 16 Março ’04. E não podia. Num Estado de direito (Princípio do Estado de Direito Democrático (Artº 2º da Constituição da República)), onde existe o primado da lei (primado da Constituição e da Lei (Artº 3º da Constituição da República)), e onde a hierarquia das leis é um princípio basilar, mulheres e homens reunidos numa qualquer reunião não podem alterar uma Portaria, salvo se tiverem de direito o poder para aprovar Portarias e aprovarem de facto uma nova Portaria revogatória da primeira, ou uma qualquer norma legal superior, desde um Decreto até à Constituição. Mas nunca podem revogar uma Portaria numa mera “charla” de funcionários. Nessa reunião liquidatária de 400 hectares de REN no Concelho da Moita, e não da sua defesa, altos funcionários de um órgão menor da Administração Pública deliberaram amputar cerca de 400 hectares de Solo Rural, em REN e em RAN, referenciadas como áreas de máxima infiltração, e …”concordaram com a proposta de deliberação…”, dizendo ámen ao fato feito que lhes foi posto debaixo dos olhos pela direcção política da Câmara Municipal da Moita, presidida por João Manuel de Jesus Lobo.
  • Porque a matéria da classificação de Solo Rural em Solo Urbano está dependente da necessária comprovação da respectiva indispensabilidade económica, social e demográfica, o que não se verifica. E assim se viola a letra e o espírito do Preâmbulo do Decreto-Lei nº 380/99 de 22 de Setembro de 19999, bem como o nº 3 do seu Artigo 9.º, bem como o nº 3 do seu Artigo 72.º.
  • E violando ainda a letra e o espírito do nº 5 do Artigo 73.º do mesmo Decreto Lei, como muito bem para isso alertou o Senhor Provedor de Justiça com a sua recente RRecomendação n.º 5/B/2006 de 13 Set 2006, na qual o Senhor Provedor de Justiça recomenda criação de decreto regulamentar que uniformize critérios de reclassificação do solo.
  • E violando ainda a letra e o espírito da Resolução do Conselho de Ministros n.º 76/2002 nomeadamente quando referindo a necessidade de se contrariar “…as excessivas pressões urbanísticas sobre áreas ambientalmente sensíveis e pela ocupação de solos com vocação agrícola ou florestal”.
  • E violando ainda a letra e o espírito do Decreto 17/95 de 30 Maio, agora reconfirmado pelo Decreto 1/2007 de 25 Janeiro ao delimitar a "zona de defesa e controlo urbanos" da terceira travessia do Tejo e contrariar "as previsíveis pressões urbanísticas e especulativas" que viessem a dificultar o projecto.

A Democracia e a inteligência dos Cidadãos foram violentadas sem vergonha:

Não há quem aguente nem compreenda

  • que se traga à discussão pública dos Cidadãos matérias tão relevantes como a Proposta de Desanexação de REN nº 36 (desanexação de 0,1 ha em Alhos Vedros), nº 34 (desanexação de 0,2 ha no Rego d’Água) ou nº 3 (desanexação de 0,3 ha em Sarilhos Pequenos), num arremedo de respeito pelo Decreto-Lei nº 380/99 de 22 de Setembro de 1999 Artigo 6.º, bem como pelo nº 5 do seu Artº 77º, ou ainda pelo Decreto-Lei nº 310/2003 de 10 de Dezembro de 2003 Artigo 77.º;
  • mas ao mesmo tempo se sonegue do conhecimento e do controlo dos Cidadãos matéria tão relevante como a desclassificação de REN e a passagem sem lei de Solo Rural para Solo Urbano os 27 hectares estrategicamente muito sensíveis da Quinta das Fontainhas, em flagrante violação das normas da Lei que regulam a classificação dos Solos e a participação democrática e de verdade dos Cidadãos em actos concretos da vida pública.

O verdadeiro espírito da coisa:

Não há quem aguente nem compreenda tão inumerável conjunto de situações onde

  • por um lado se sofre na Moita dia a dia uma política de desrespeito pela Lei, num quadro de má governação virada contra o desenvolvimento e o futuro sustentados do Concelho e contra a maioria dos Cidadãos,
  • e por outro lado se assiste a uma política de Protocolos e de favores subjugada debaixo de uma minoria de Reis Midas, gente que quando toca num pedaço de terra do Município a faz de imediato virar ouro fino.

Pode dizer-se assim hoje na Moita que tem sido difícil distinguir onde acaba o interesse público e onde começam os aproveitamentos privados e pessoais, nesta desenfreada e louca corrida ao ouro que a nossa terra tem, e que dá pelo nome de novo Solo Urbano e sem REN nem RAN, bom para urbanizar novas cidades que dificilmente alguém habitará, e novos parques industriais que possivelmente não terão nunca empresas suficientes para os ocupar.

Mas na febre bêbeda da especulação fundiária em busca de novas mais valias urbanísticas, chorudas e repentinas, é deste crescimento sem sustentação, nem lei, nem moral nem razão que é feita a massa do Projecto de novo PDM que aí temos.

São pobres e sobretudo são miseráveis as terras que apostam nesta via de subdesenvolvimento.

Estupefacção e desencanto generalizados:

Entretanto, na Moita assiste-se com estupefacção ao facto de Organismos do Estado Central e da Coordenação Regional se comportarem como corpos indolentes, preguiçosos que não estudam os dossiers, que não queimam pestana, e que assinam de cruz sem ver, nem perguntar nem perceber o que estão assinando e o que estão despachando.

Assiste-se na Moita com desgosto ao facto de a participação cidadã não ser estimada, incentivada e valorizada, antes sendo recebida com azedume e intolerância não democrática, como se de um mal se tratasse.

Assiste-se na Moita com revolta ao facto de as zonas ribeirinhas, as zonas de máxima infiltração, as zonas de mata e de pulmão verde já terem sido ou estarem em vias de perdição por muitos anos, numa febre de crescimento que só pensa em novos espaços virgens para mais e mais ocupação, e que esquece a recuperação dos miolos empobrecidos, envelhecidos, abandonados e desertificados dos núcleos urbanos que já existem.

As pessoas não entendem que os agentes destas políticas sejam representantes de Partidos políticos com pergaminhos e historial ao serviço das pessoas simples e da liberdade e da justiça.

As pessoas falam contra a escuridão e a favor da Lei, e enquanto isso descrêem destes representantes, correndo-se o risco de muitos poderem facilmente cair na tentação de descrer da própria democracia.

A voz que corre entre nós é que isto assim não presta, se uma boa de uma solução justa não vier a ser rapidamente encontrada.

Não somos movidos por razões pessoais:

Deverá entretanto sublinhar-se que a nossa resistência de cidadãos e a nossa guerra política total em defesa da Lei e da transparência na Moita, contra tal monstro do Projecto de novo PDM, não é motivada nem por razões pessoais, nem por oposição a nenhum Partido, ou de serviço a qualquer outro Partido.

O rosto mais visível desta desgraça violentadora da lei e da ética é o rosto do Presidente da Câmara Municipal da Moita, João Manuel de Jesus Lobo, bem como o são os rostos dos restantes Vereadores eleitos nas Listas da CDU (PCP/Verdes), e dos seus outros dirigentes na Câmara e no Partido, gente de 2ª e 3ª linha completamente capturada politicamente na rede da Câmara e do seu Presidente.

Contudo, temos por estas Pessoas um profundo respeito pessoal e desejamos-lhes a todos o que desejamos sempre a toda a gente: que tenham saúde e sejam felizes.

Sinceramente.

Não nos movemos contra nenhum Partido, nem agimos ao serviço de Partido nenhum:

Tampouco somos movidos contra o Partido Comunista Português, ou contra o Partido Ecologista “Os Verdes”.

Contudo, é importante que se registe que as Cidadãs e os Cidadãos desafiam frontalmente em termos políticos e acusam o Presidente da Câmara Municipal da Moita, João Manuel de Jesus Lobo, de ser a cabeça e o rosto visível das mais erradas políticas e da mais vergonhosa e má governação desta nossa terra, de há muitos anos a esta parte.

Porventura não será a cabeça mandante, mas é o executor do que de pior e mais reles em política pode existir entre nós na Moita, passados que são 33 anos do 25 de Abril.

Acontece que o Presidente da Câmara João Lobo traz ao peito o emblema do PCP, e um incauto poderia confundir as suas políticas com as políticas do PCP, como noutros Municípios portugueses por igual tristemente famosos alguém pode confundir más práticas do mesmo género com as propostas de um outro qualquer Partido Político legalizado em Portugal.

A nossa esperança contudo é que nenhum Partido da Democracia Portuguesa possa servir de cavalo de Tróia a estas práticas de má governação, de desrespeito pela lei e de escuridão total.

Não se tome por isso por ataque nem ao Partido Comunista, nem aos Verdes, esta nossa acusação frontal virada contra tais pessoas, como chefes e rostos aparentes dessas más práticas de governação.

O Partido Comunista, que muita gente conhece e respeita, não é assim. É diferente:

Na verdade, estas pessoas fazem corar de vergonha os comunistas sinceros e causam gozo e troça sem limites a qualquer observador isento quando se apresentam de emblema do PCP ao peito, invocando um legado e um programa de um Partido ligado historicamente em Portugal aos deserdados e aos mais fracos na nossa sociedade.

Estas pessoas trazem o emblema do PCP na lapela apenas para procurar enganar os incautos mais fanáticos e por isso mais cegos, que olham para a bandeira mas não vêem nem compreendem as políticas.

Ou, em certas situações, gente que de incauta pouco tem, pessoas que compreendem tais políticas muito bem, mas que as seguem e com elas mesmo assim convivem na babugem.

Estas pessoas agem deste modo porventura para procurar de facto servir pela calada os mais poderosos e os maiores especuladores fundiários do Concelho e da Região, ou pelo menos para estarem de bem com seus chefes na promoção política e na ascensão na carreira administrativa.

É verdade que para terem maior sucesso, os Chefes capturaram com a sua rede o PCP local, e o remetem todos os dias para o triste papel de quem bate palmas às cegas e por reflexo a tudo o que emana do Gabinete do Presidente da Câmara.

É a velha anedota do Partido de vanguarda puxado de rastos, agachado e a reboque do mau Governo local.

Já vimos esse filme algures muitas vezes repetido, e muitos sabem o resultado que isso deu.

Mas este é um problema que o PCP, ou os Eleitores, mais tarde ou mais cedo resolverão.

Daí, nesta nossa análise, ser assunto que aqui não interessa nada, e que por isso não mais aqui aprofundaremos.

Síntese final:

Temos pois em poucas linhas:

  1. Errada governação do Município, sem rei, nem roque, sem critérios e só a reboque de um princípio orientador principal: entregar a maior riqueza material do Concelho, o seu Solo, nas mãos dos grandes promotores imobiliários
  2. Desrespeito sistemático e gozo escandaloso na cara lei
  3. Recurso à mentira e à omissão de informação, junto de outros Eleitos e diante do Governo, e mais grave que tudo, junto das Cidadãs e dos Cidadãos que são munícipes da Moita
  4. Gravíssimos atentados ambientais, com amputações brutais de Solo Rural, de REN e de RAN, e com crescimento de quase 50% do Solo Urbano destinado a novos Fogos e novos Parques de Empresas
  5. Jogo escondido e circuitos paralelos, com distorção completa dos mecanismos e do formato legal da revisão do PDM
  6. Ética e transparência altamente questionáveis, levantando sérias dúvidas na população sobre a isenção ou a compra de favores públicos mediante vantagens e pagamentos privados
  7. Desrespeito grosseiro pelas promessas eleitorais, prometendo lebre, servindo gato
  8. Gozo descarado na cara de altos funcionários e de organismos do aparelho de estado regional e central, como única hipótese equacionável, já que não queremos crer em alternativas de compadrio e de jogo sujo conjunto, de modo seguramente nenhum
  9. Aplicação dos piores vícios da errada Lei dos Solos em vigor, levado ao extremo do maior zelo no Concelho, abuso sem vergonha da concessão de ultra-escandalosas Mais-Valias Urbanísticas a meia dúzia de grandes Cidadãos do Concelho e da Região, e desrespeito total pelas mais elementares preocupações com um equilibrado Ordenamento do Território, onde as cidades existentes são abandonadas e esquecidas e os campos são sacrificados com novos e novos assédios edificadores de mais e mais cidades, num carrossel imparável de destruição dos Solos Rurais e das áreas ambientalmente protegidas.
  10. Desrespeito total pela democracia e pela ética e transparência devidas às Cidadãs e aos Cidadãos Portugueses por parte dos Poderes Públicos e pelos seus titulares, que facilmente esquecem que os mandatos dos Eleitos em Democracia são aprazo e transitórios, e dependem sempre dos Eleitores soberanos.

É por isso que todas as razões, e mais algumas,

Justificam a nova

Discussão Pública da Revisão do PDM / Plano Director Municipal da Moita '07, iniciativa de Cidadãs e Cidadãos do Município da Moita

Entre 4 de Julho e 2 Setembro ’07, estão previstas diversas iniciativas com locais e horas precisas a divulgar oportunamente.

Espaços Públicos Municipais e das Freguesias:

Desde há um mês a esta parte, os Cidadãos solicitaram à Câmara Municipal e cada uma das Juntas de Freguesia do Concelho o acesso a espaços de debate do Município e das Freguesias, para um conjunto de Reuniões.

As respostas até agora não são demonstradoras de um grande entusiasmo das Autoridades:

  • O Presidente da Câmara Municipal negou
  • E as Juntas de Freguesia nem responderam, nem acusaram a recepção dos pedidos.

Vamos naturalmente insistir, à nossa maneira, educada mas empenhadamente.

Reuniões nas Sedes dos diferentes Partidos Políticos:

Entretanto, estão em preparação Reuniões nas Sedes Concelhias dos diversos, de todos os Partidos Políticos, a quem não nos cansaremos de pedir a sua solidariedade e a sua mais firme intervenção.

Desejadamente, essas Reuniões deverão ser de um tipo novo, não em conclave fechado, mas sim com a participação efectiva:

  • Dos Dirigentes e Responsáveis de cada um dos Partidos
  • De Cidadãs e Cidadadãos da Várzea da Moita
  • De outros munícipes da Moita, nomeadamente amigos, simpatizantes ou militantes de cada um dos Partidos visitados
  • De Jornalistas

A reunião na Sede Concelhia do PCP em Alhos Vedros será já na quinta-feira 5 Julho ’07, pelas 1800 HH.

Reuniões nas Colectividades e Associações nas diferentes Localidades:

Desde já podemos informar que estão também a ser diligenciadas Reuniões que terão desejadamente lugar nas Sedes de Colectividades e Associações Culturais, Recreativas e Desportivas em diversas localidades do Município.

Reuniões descentralizadas, nos locais e pontos mais quentes da Revisão do PDM:

Igualmente, faremos reuniões descentralizadas, cada uma em seu ponto nevrálgico em todo o Processo de Revisão do PDM da Moita.

Edição de Depoimentos e Testemunhos:

Está ainda em preparação uma edição com Depoimentos e Testemunhos, onde Cidadãs e Cidadãos e outras personalidades e organizações convidadas a pronunciar-se, dirão o que entenderem como o famoso caso do novo PDM da Moita.

Intervenções junto dos Órgãos de Soberania:

A intervenção junto dos diversos órgãos de soberania, em defesa da Lei e contra a escuridão, deverá continuar e ser intensificada.

Apelo à mais vasta solidariedade local, nacional e com apropriada divulgação, incluindo no estrangeiro:

O nosso apelo veemente à solidariedade de todas as pessoas de bem, de todas as Organizações Ambientalistas, de todos os Partidos e entidades que nos possam ajudar, deverá continuar e ser intensificado.

******

Muito obrigado pela vossa atenção, e desejada publicitação.

Cordialmente

4 Julho '07

Movimento Cívico Várzea da Moita

varzeamoita@gmail.com

Sábado, 9 de Junho de 2007

Se o entenderem, façam um gesto e mostrem que compreendem finalmente o que se passa na Moita. E que o PCP e a CDU actuem em consequência.


Exmº Senhor Secretário-geral do Partido Comunista Português
Jerónimo de Sousa
Exmºs Senhores Dirigentes Nacionais do PCP,

Bom dia,

Nota prévia muito importante:
Por favor, aceite Senhor Secretário-geral e aceitem Senhoras e Senhores Dirigentes do PCP ler esta nossa Mensagem com o mesmíssimo espírito com que vo-la escrevemos: com uma postura de respeito e com um trato amistoso mesmo, com uma motivação de intervenção democrática a bem do que julgamos ser o mais importante para as nossas Famílias e para a nossa terra. Movidos contra algum Partido? Não. Fazendo o serviço de algum outro Partido? Tampouco. O que nos move é a resistência e a luta contra más práticas de governação, aqui e em qualquer lugar.
Com efeito, alguns de nós não votamos em geral no PCP nem na CDU, nem simpatizamos politicamente com as respectivas orientações políticas. Outros de entre nós somos eleitores que votam tradicionalmente no PCP e na CDU, alguns mesmo com mais de 40 e 50 anos de grande proximidade e estima pelo PCP.
Contudo, isso aqui não interessa nada. O que realmente importa, é o facto de a vós hoje nos dirigirmos de Cidadãos para Cidadãos, de iguais para iguais, numa muita preocupada e premente diligência cívica. Ora vejam:

Somos um grupo de Cidadãs e Cidadãos da zona Sul do Município da Moita, dos campos ao redor das localidades de Rego d’Água, Arroteias e Barra Cheia, na Freguesia de Alhos Vedros, e dos Brejos da Moita e do Penteado, na Freguesia da Moita, e de outras partes do nosso Concelho, aqui tão perto a 20 Kms a Sul de Lisboa.

Ao longo dos últimos 24 meses, endereçámos à Direcção Nacional do PCP, à Direcção da Organização de Setúbal do PCP, ao Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República, a numerosos Dirigentes do PCP individualmente considerados, aos Deputados do PCP em São Bento e no Parlamento Europeu, e inclusivamente a si, Senhor Secretário-geral, muitas centenas e centenas de mensagens escritas, sempre com um pensamento e uma palavra bem claros e amistosamente expressos:

“PCP, por favor, compreenda depressa que o Processo de Revisão e o Projecto de novo Plano Director Municipal da Moita
Encerram um amontoado de situações de ética e de transparência mais que duvidosas, passíveis de conspurcar os seus agentes e beneficiários na hora da verdade, mas também as Forças Políticas que os aguentarem até à derrocada final
Apresentam pontos fulcrais autenticamente fora-da-lei, violentadores das leis da República Portuguesa e do PDM ainda em vigor
Causam grave dano ao equilíbrio ecológico da nossa terra e amputam em mais de 400 hectares a Reserva Ecológica Nacional no Concelho, transferindo sem motivação razoável nem sustentação legal nenhuma igual porção de Solos Rurais para novos Solos Urbanos, e disfarçando esses procedimentos anti-ambientais com o lançamento de nova REN para cima das casas e fazendas das pessoas do Sul do Concelho
Lesam e hipotecam aspectos determinantes do desenvolvimento urbanístico, económico e social da nossa terra
Consubstanciam uma prática política estranha à história e aos pergaminhos do PCP, antes própria de outros tempos, de outros lugares e de outros agentes políticos, do género 1 Concelho, com 2 Regimes Políticos:
Benesses e enriquecimento chorudo e a todo o vapor para os poderosos do dinheiro e os grandes especuladores fundiários, e seus serviçais à sua volta na babugem
Opressão administrativa e mão pesada contra as gentes simples do campo sem riqueza nem poder de ‘lobby’.”

Procurámos de igual modo ser recebidos e falar pessoalmente convosco, apenas o tendo conseguido uma vez com o Responsável Concelhio do PCP na Moita, em Agosto 2005 (que depois nunca mais nos abriu as portas nem nunca mais respondeu às dezenas de chamadas que para ele recorrentemente efectuámos e às dezenas de gravações telefónicas que sempre lhe deixámos), e uma outra vez há meses em Dezembro 2006, quando fomos recebidos por dois Responsáveis do Gabinete do Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República, em audiência onde nenhum Dirigente nem nenhum Deputado do PCP se dignou comparecer.

É assim com mágoa e muita tristeza, com muito dura crítica por vezes, mas ainda e sempre com uma réstea de expectativa, que hoje vos escrevemos mais uma vez, para vos dizer em síntese o seguinte:

PCP, por favor, compreenda agora que o Processo de Revisão e o Projecto de novo Plano Director Municipal da Moita se tornaram indefensáveis
Há um antes, e há um depois de 28 Janeiro 2007.
Neste dia, a séria de Artigos divulgados pelo Jornal “Público”, assinados pelo Jornalista José António Cerejo, bem como a projecção mediática que se lhes tem seguido numa espiral sem cessar, de que abaixo vos citamos uma pálida ideia e cujos “links” em parte vos enviamos, vira uma página muito séria no Concelho da Moita
Aquilo que mais de 1.000 Cidadãos do Sul do Concelho vêm denunciando desde Julho 2005, juntamente com numerosos outros Democratas e amigos da Liberdade, de muito diversas simpatias políticas e incluindo muitos amigos e eleitores do PCP, de outras partes do Concelho, é demasiado sério, não podendo nem devendo ser ignorado por mais um dia sequer por nenhuma força política responsável
Todos os Partidos Políticos com responsabilidades no Concelho da Moita e com assento parlamentar há muito o compreenderam, excepto até hoje aparentemente o PCP, nomeadamente
Quem não quiser ver e actuar já, de imediato, nem por isso poderá contudo conseguir travar as investigações que por parte de diversos órgãos do Aparelho de Estado prontamente se irão debruçar sobre a Autarquia e sobre as práticas administrativas e políticas dos principais Eleitos locais, como aliás um Requerimento de 30 Jan 2007 apresentado pelo Senhor Deputado Luís Carloto Marques já há muito o pediu, naturalmente. E como as buscas nos Paços do Concelho da Moita, por parte da Direcção Central de Investigação da Corrupção e da Criminalidade Económica e Financeira da Polícia Judiciária, sob mandato Judicial, este dia 5 de Junho 2007, o fazem antever
Esses Eleitos locais têm-se apresentado travestidos com a camisola do PCP e da CDU, mas de facto dão mostras de envergar por baixo alegremente a camisola do grémio dos grandes manipuladores e aproveitadores das mudanças de classificação especulativa do Solo. Uns e outros alegremente enleados numa confusão tal que não se percebe bem onde acabam os primeiros, e começam os segundos. A confusão é total entre interesses públicos e privados, à mistura com aproveitamentos pessoais que surgem como ilegítimos e indecentes aos olhos dos Cidadãos. O mau governo local parece não ter limites
Nesse quadro, apelamos vivamente ao PCP e à CDU que aceitem retirar de imediato a confiança política e o apoio de qualquer espécie aos seus Eleitos que se apresentam como primeiros responsáveis por estas práticas e estes desmandos, e aceitem as consequências inevitáveis dessa retirada de apoio e do iminente colapso político inevitável daquele grupo de pessoas e da direcção política da Câmara que encorpam
E apelamos ao PCP e à CDU que não incorram no gravíssimo erro de dar em alternativa essa confiança política tampouco aos responsáveis de segunda e terceira linha do PCP e da CDU a nível local, que com os primeiros se aguentaram estoicamente solidários na hora tanto do sucesso ilusório anterior, bêbados de enganadora impunidade, como na hora da derrocada real agora previsivelmente iminente.

Assim, porventura, o PCP conseguirá limitar os danos e sair um pouco menos manchado e com menores custos políticos do enorme atoleiro de ilegalidades e de má política e de má governação a nível local, contrária à gente simples e à população sem grande poder económico nem poder de ‘lobby’ da nossa terra, em que os seus representantes na Moita vêm enredando e afundando o PCP e a CDU.

Aceite, Senhor Secretário-geral do Partido Comunista Português, aceitem Senhores Dirigentes Nacionais do PCP, o espírito de aviso amistoso mas grave e solene de mais esta nossa nova mensagem.

Mensagem que muitos não escreveriam, e que muitos porventura nos criticarão por vo-la dirigirmos de novo, por considerarem já termos feito tudo antes para vos avisar suficientemente.

Mas esta é uma nova Mensagem que nós ainda vos endereçamos uma vez derradeira, por entendermos que nenhum Partido em Portugal, nem naturalmente tampouco o PCP claro, seguramente apoia aquelas práticas desgraçadas, se delas for devidamente conhecedor.

E nós queremos crer que o erro do PCP e da CDU tem sido tão só a debilidade e o laxismo de organização, e a falta de controlo e a incapacidade para sentir o pulsar verdadeiro das bases que realmente contam e devem contar, das pessoas aqui na Moita.

É efectivamente um grave erro e uma perigosa ilusão uma Direcção Partidária lá de longe quedar-se apenas e perigosamente orientada pelas informações das cúpulas dos dirigentes locais e regionais, desligados das pessoas simples do terra a terra, e enleados por demais alguns deles quem sabe, os chefes, com os poderosos do posso-quero-e-mando do dinheiro e do poder e das falcatruas fora-da-lei.

Pior ainda se esses dirigentes locais forem porventura comprometidos com a escuridão uns, e preguiçosos e politicamente autistas, os outros. Assessorados por desgraça maior e para completar o ramalhete por “yesmen” coladiços aos chefes do momento, que endeusam como ilusórios trampolins das suas ascensões de carreira na Administração ou na política.

Dizemos com isso que queremos crer que o PCP nada terá seguramente a ver com as suspeitas de ilegalidades e de ilegitimidades que há cerca de 2 anos vimos documentada e amplamente denunciando em todas as direcções e junto de todas as instâncias, até junto do Governo, junto da Assembleia da República e da Presidência da República, e que desde Domingo 28 Jan 2007 o “Público” e outros órgãos de informação bastamente vêm pormenorizando, dia após dia.

Sabemos aliás que a nossa resistência a favor da Lei, e contra a escuridão, se fosse virada contra uma Direcção Política local de outro Partido, isto é, se a Câmara fosse por exemplo de maioria PSD ou PS, ou CDS-PP ou BE, há muito que o PCP e a CDU estariam empenhadíssimos ao nosso lado.

Ora, sendo de igual modo justa e razoável a nossa presente resistência de Cidadãos, pois nunca foi em nenhum momento virada contra um qualquer Partido, ou em benefício de um qualquer outro Partido, antes e tão só da verdade, da lei e da razão, não compreendemos naturalmente que o PCP e a CDU se quedem quietos e calados e não nos apoiem na nossa justa luta, só porque as Pessoas contestadas se apresentam como eleitos do PCP e com o emblema do PCP ou da CDU enganadoramente ao peito.

Por isso tanto vos avisámos, e de novo hoje vos lançamos mais este alerta.

Assim, para terminar e em síntese:
Se o entenderem, façam um gesto e mostrem que compreendem finalmente o que se passa na Moita. E que o PCP e a CDU actuem em consequência.
Se não entenderem o espírito de aviso e de intervenção de cidadania de mais esta mensagem, nem a gravidade do seu objecto, nesse caso o PCP e a CDU não façam nada.
Caso não entendam nem nada façam, bastará ao PCP e à CDU e aos seus Dirigentes esperar pelos próximos desenvolvimentos.

Com esta carta, entregamo-vos igualmente cerca de 60 fotocópias com o Abaixo-Assinado de 2 Set 2005, onde mais de 1.000 dos nossos Vizinhos marcaram as grandes linhas da nossa Resistência pela Lei, contra a opressão e a escuridão do Projecto de novo PDM da Moita, contra as más práticas de governação fora-da-lei no nosso Concelho.

Na expectativa das vossas importantes e urgentíssimas notícias,
Com os cumprimentos respeitosos,

9 Junho 2007
Moradores e Proprietários da Várzea da Moita
varzeamoita@gmail.com
(Este texto está a circular em abaixo-assinado e será dentro de dias entregue em mão na Sede do PCP)

Consultor da Câmara da Moita vive em moradia de luxo de uma empresa de construção civil
A revisão do Plano Director Municipal da Moita está a ser contestada pela oposição e por muitos cidadãos. Em causa está um alegado projecto de urbanização maciça do concelho. A história da casa de um braço-direito do presidente da câmara, em que este tem uma intervenção determinante, é exemplo do que também é o poder local um pouco por todo o país. Mesmo em câmaras de maioria comunista. por josé antónio cerejo, Jornal “Público”
…(continua)…
Ler Artigo completo em
http://3.bp.blogspot.com/_aUxs5aYqeD4/RbyjQYMr-dI/AAAAAAAAABI/Ad7DVRdkstM/s1600-h/Publico-A1w.jpg

Uma história complicada de "amizade pessoal"
"Se nesta sociedade já não podemos ter amigos empresários, então não acredito nesta sociedade", afirma Rui Encarnação
"Tenho uma estima pessoal muito grande e uma relação profissional de há muitos anos com Emídio Catum e só isso é que pode explicar esta situação." A declaração foi feita por Rui Encarnação e serve para justificar o facto de, segundo garante, a moradia em que reside ser sua - embora tenha sido construída em terrenos da Montiterras, uma empresa daquele seu amigo, em nome da qual se encontram todos os documentos que lhe dizem respeito. por josé antónio cerejo, Jornal “Público”
…(continua)…
Ler Artigo completo em
http://3.bp.blogspot.com/_aUxs5aYqeD4/RbyjcYMr-eI/AAAAAAAAABQ/QBpw_JievG0/s1600-h/Publico-A2w.jpg

Um licenciamento muito excepcional
Excesso de área foi ignorado pelo então vice-presidente. Piscina está ilegal. Técnico municipal fez projecto
O projecto de arquitectura apresentado pela Montiterras para a moradia do Penteado, em Fevereiro de 2000, foi aprovado em 29 dias, apesar das objecções dos serviços, e a licença de construção foi deferida 43 dias depois. Tudo isto com a assinatura do então vice-presidente e actual presidente da Câmara da Moita, João Lobo. por josé antónio cerejo, Jornal “Público”
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Protocolos com os grandes construtores debaixo de fogo
A revisão do PDM da Moita está a ser fortemente contestada, entre outras coisas, por causa dos protocolos celebrados pela câmara com um grupo de grandes promotores
Criticada como poucas vezes se tem visto em Portugal, pelos partidos da oposição e por um movimento de cidadãos, a revisão do PDM da Moita contempla a exclusão de vastas manchas da REN, que se admite somarem mais de 400 hectares, assim transformados em solos urbanizáveis. Paralelamente, a proposta aponta para a afectação à mesma reserva ecológica de quase o dobro daquela área de solos agrícolas, pertencente a pequenos proprietários. por josé antónio cerejo, Jornal “Público”
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Uma semana não chegou para a câmara responder
As matérias tratadas nestas páginas, em particular as condições em que a moradia da Montiterras foi aprovada pelo presidente da câmara e as alterações ao PDM previstas para o local em que ela se situa, foram objecto de um pedido de esclarecimento dirigido a João Lobo na noite do passado domingo para segunda-feira. Tratava-se de um conjunto de 24 perguntas escritas, entre as quais foram seleccionadas as 12 que o PÚBLICO julgou mais importantes, depois de o chefe de gabinete do autarca ter comunicado, na quarta-feira, que as respostas seriam dadas "dentro das disponibilidades dos serviços", mas não nos prazos solicitados. Apesar desse encurtamento, nenhuma daquelas perguntas obteve resposta até agora. por josé antónio cerejo, Jornal “Público”
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Do Público de hoje, de novo pela pena de José António Cerejo, o desmontar de um oportuníssimo "lapso" camarário:«CM da Moita invocou documento inexistente para alterar a RENJosé António CerejoA referência a um alvará já existente justificaria esse pedido como um "lapso"A Câmara da Moita fundamentou o pedido de desanexação da Reserva Ecológica Nacional (REN) de uma zona contígua ao perímetro urbano da aldeia do Penteado com um documento inexistente. Segundo o chefe de gabinete do presidente da autarquia, a invocação de um alvará pré-existente para justificar esse pedido - cuja aprovação permitirá a urbanização de terrenos em que tem interesse o consultor jurídico da câmara - foi "um lapso".
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Cooperativa constituída ilegalmente quer urbanizar na REN da Moita
José António Cerejo
http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2007&m=02&d=01&uid=&id=119335&sid=13229
Intenção de desanexar as Fontainhas da REN foi negociada pela câmara com os futuros compradores
Os sócios da Imomoita, a empresa que no início de 2000 adquiriu uma quinta de 27 hectares que a Câmara da Moita se preparava para desanexar da Reserva Ecológica Nacional (REN) com vista à sua futura urbanização, venderam a propriedade a uma cooperativa por eles criada ilegalmente, a Parcoop, obtendo assim elevados benefícios fiscais reservados às cooperativas. Ler Artigo completo em
http://alhosvedrosaopoder.blogspot.com/2007/02/f1-mais-um-tiro-na-fragata.html

Deputado do PSD questiona o Governo
http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?id=119336&sid=13229
O deputado Luís Carloto Marques, eleito pelo Partido da Terra nas listas do PSD pelo distrito de Setúbal, perguntou anteontem o Governo, na Assembleia da República, sobre se tenciona mandar a Inspecção-Geral da Administração do Território averiguar os factos noticiados no PÚBLICO de domingo a propósito da Câmara da Moita. Num requerimento dirigido à Presidência do Conselho de Ministros e à Secretaria de Estado da Administração Local, o deputado diz que os factos noticiados "se relacionam com a revisão do PDM da Moita e com avanços e recuos da administração em processos conducentes à interdição ou à disponibilização de solos para especulação imobiliária e para construção, em que, por vezes, ficam esbatidos os contornos do que possa ser uma diligente prossecução do interesse público por parte da autarquia, aflorando, assim, uma potencial utilização indevida dos poderes da administração para a satisfação de meros e ilegítimos interesses privados".
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Inscoop admite recurso ao Ministério Público
http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?id=119337&sid=13229

Confrontado com a violação da lei ocorrida nas escrituras de constituição e aumento de capital da Pluricoop, bem como na de compra e venda das Fontainhas, o notário Carlos Almeida, responsável pelo cartório onde elas foram outorgadas, confirmou os factos e explicou que não teve intervenção pessoal em nenhum daqueles actos, dado ter sido substituído por um antigo colaborador. A responsabilidade principal da aceitação das duas últimas atribuiu-a, porém, ao Inscoop, entidade governamental a quem cabe a fiscalização das coooperativas e que emitiu, três semanas depois da criação da Pluricoop, uma credencial a atestar a legalidade da sua constituição e o seu direito aos benefícios fiscais.
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http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?id=119337&sid=13229
e
http://alhosvedrosaopoder.blogspot.com/


e, para saber um pouco mais, veja-se algo do que tem sido publicado no último mês, de quase 20 que a presente Resistência já leva:

Saber mais em:Arquivo do blog Forum Cidadania na Várzea da Moita em http://www.varzeamoita.blogspot.com/


Segunda-feira, 21 de Maio de 2007

Porque será, porque será, porque será?









Perguntar, questionar, duvidar, procurar saber mais, viver em democracia e exercer a democracia, levam-nos a perguntar e a pedir uma resposta por favor:

  • Porque será que por um lado uma Mulher ou um Homem idosos, ou outros de outras idades e condições, com fraco domínio das artes da leitura e ainda menos da escrita, embora grandes conhecedores do mister de trabalhar a terra e de criar gado, bons em hortofruticultura e em batatas, mas pouco conhecedoras da alta roda da política e da economia, não se deixam facilmente enganar por políticos manhosos e por especialistas na arte de mal governar a nossa terra?

  • E porque será por outro lado que Ministros, altos Funcionários do Aparelho de Estado, Comissões Técnicas de Acompanhamento das Revisões dos PDM’s, Comissões Nacionais de REN e de RAN, CCDR’s etc e outros ilustríssimos Governantes se deixam embarrilar, coitados enganados que nem patinhos ingénuos, por qualquer esperto escondido nas dobras obscuras daquela zona nebulosa onde se cruzam os interesses instalados dos grandes loteadores do solo e de certo tipo de gente afim no poder local, e nos órgãos de coordenação regional e central?

Pior.

São ludibriados por um patamar do Poder (astuto, conhecedor), que falta à verdade e informa ao engano outro patamar do Poder (coitado, enganado), e depois são esses altos Funcionários do Aparelho de Estado, Comissões Técnicas de Acompanhamento das Revisões dos PDM’s, Comissões Nacionais de REN e de RAN, CCDR’s etc e demais ilustríssimos Dirigentes quem, por seu turno, difunde essas patranhas e leva ao engano por tabela outros Órgãos do poder do Estado e em última análise os Cidadãos, base de toda a soberania.

Porque será?

  • Por não lerem os dossiers, por não queimarem pestana, por serem preguiçosos?

  • Por desprezo para com o Povo, os seus Eleitos, os restantes Órgãos de Soberania?

  • Por desprezo para com a verdade e a prática honesta da boa governação?

  • Por serem induzidos ao engano por uma teia de enganos e de enganadores?

  • Por serem ainda assim como que aparentados?

Vêm estas simples reflexões (próprias de quem não sabe, não acusa, não julga, não condena, não executa, antes só pergunta "porquê?") a propósito de um chorrilho de inverdades e ardis, que alguém transmitiu a um alto responsável, e que este sem demora colocou na ventoinha, e pronto mandou ligar o botão difundindo em todas as direcções os salpicos da bendita informação.

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Forum Cidadania
Em torno de uma resistência cívica de mulheres e homens trabalhando no campo, ou habitando nos campos do Sul do Concelho da Moita, nasceu no verão de 2005 o movimento Moradores e Proprietários da Várzea da Moita. No princípio era a defesa de posições e interesses legítimos bem concretos, contra a agressão decretada no segredo dos gabinetes e de uma obscura Revisão do Plano Director Municipal. Cedo evoluiu para uma intervenção cívica pela Lei, contra a escuridão. Onde se reúnem a mulher idosa e sem grande domínio das letras, mas que sabe claramente o que quer e o que não quer. Onde o hortofruticultor e o produtor pecuário se juntam e defendem unidos os seus interesses de pessoas e de produtores de riqueza. Onde se encontram no debate e na acção pessoas que optaram por habitar o campo, algumas filhas de famílias aqui desde há séculos, outras desde a presente geração. Onde jovens que cultivam a terra e outros que estudam na universidade juntam a sua voz pelo que é importante para os seus e para o seu futuro. Pelo interesse público e pela intervenção cidadã, contra o desinteresse e contra o "deixar fazer, deixar correr". Para nos contactar, escreva para varzeamoita@gmail.com
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